quarta-feira, 30 de maio de 2012

GRANBERYENSES HOMENAGEIAM ELIAS BOAVENTURA - Parte 2


GRANBERYENSES HOMENAGEIAM ELIAS BOAVENTURA

2ª PARTE:

Depois da tocante celebração pela vida de Elias Boaventura, organizada na manhã do dia 26 de maio de 2012, no Granbery, pela Associação dos Granberyenses – Setor RJ, o clima predominante entre os seus amigos passou a ser de total descontração. Abraços, lembranças...e vamos para o almoço.
Víctor, Cibele, Isaias, Messias, Sérgio Marcus e Celi Paradela





Biné, Emilce, Tércio e Gustavo Alvim



Maria Eugênia,  Adhayr, Guerrieiro e Paulo Cruz.



Ronaldo, Emilce e Regina .



Trocas sucessivas de lugar, ninguém é de ninguém... conta aquela... onde foi aquilo??? quem estava lá ???   Elias contava isso, mas não se sabe se é verdade...



Quem não o vê há muito tempo, não precisa se preocupar. Valtinho está muito bem. Está assentado por preguiça mesmo...



Agora as sobremesas ...



E mais um momento gostoso nos esperava. Vamos lembrar os “causos” de Elias! Clóvis Paradela coordenou essa dinâmica.
Quem quer falar ?

Começa Sérgio:



Vai você, Tércio ...



Com você, Adahyr...



Jeaser Saturnino. Dizem ser o maior gozador da turma




Víctor Ferreira...


Ronaldo Sathler



Algumas fotos foram projetadas no telão. Onde foi isso? Governador Valadares. Áser e Mariazinha, El Celsino. Tito Fróes... Só estou repetindo o que eu ouvi lá. Tinha menos de 5 aninhos nessa época.



Vou postar dois causos que lá ouvimos. O primeiro contado por Jeaser:
Um determinado encontro de jovens estava correndo num clima muito monótono. Todo mundo caminhando na mesma direção. Elias se levanta e começa a jogar gasolina (a gente sabe que ele nunca teve vocação para bombeiro). “ Não acredito em céu, nem inferno... tudo isso é balela...”. O ambiente ficou carregado, reações de todos os lados. Na saída Jeaser  lhe cobrou:” qualé cara! Que confusão que você armou! E você pensa isso mesmo que você falou lá?”...

-“Claro que não. Eu senti que precisava dar uma animada naquele ambiente”
Nessa mesma linha, contou Biné:

Num determinado congresso de jovens, onde Elias foi eleito Presidente da Federação e Biné Secretário de Atas, Elias também viu a necessidade de dar uma agitada no plenário, muito passivo para o seu gosto. Soprou no ouvido do seu fiel escudeiro Biné: “eu vou falar qualquer coisa agora e você discorda de mim com veemência”. Assim foi feito. De forma acalorada os dois passaram a discutir e ai o auditório pegou fogo. Do jeito que ele gostava.

Repetimos a foto oficial  do encontro.


Até o próximo encontro e que não seja necessariamente outra celebração pela vida de um de nós que tenha partido.

Cléber de Oliveira Paradela  /  Belisário, 28 de maio de 2012
Ex-aluno, ex-funcionário, ex-professor. Filho e pai de granberyenses.
VEJA NO YOUTUBE:

CORAL -“ESPIRITO DO TRINO DEUS”

“PAI NOSSO” - SOLO MÁRCIO AFONSO

 CORAL - “PELO VALE ESCURO”


CORAL - “BÊNÇÃO IRLANDESA”

PURITANOS - “LEVANTAI-VOS MOÇOS CRENTES”

PURITANO S- “OS GUERREIROS”

!HINO DO SINO DO GRANBERY”

“HINO GRANBERYENSE”

terça-feira, 29 de maio de 2012

Homenagem a João Wesley Dornellas.

Homenagem a João Wesley Dornellas.






" Depois de quase 80 aos conosco, Joao Wesley Dornellas foi convocado pelo Senhor e passa o seu primeiro domingo de Pentecostes no Céu, ao lado de Seu Senhor e Salvador, contemplando-O face a face como há tantos anos se preparava. Ele faleceu hoje, domingo 27 de maio, nas primeiras horas desse dia. João Wesley, membro da Igreja Metodista de Vila Isabel-Rio, apaixonado pelo evangelho e pelo movimento metodista, faleceu uma semana após pregar no culto matutino da Igreja Metodista do Jardim Botânico-RJ, onde falou entusiasticamente por ocasião da celebração do Dia do Coração Aquecido do João Wesley, fundador do movimento metodista, naquele 24 de maio de 1738. Ele foi acolhido pelos pastores, lideranças e pela igreja do Jardim Botânico, onde generosamente distribuiu, entre autógrafos e abraços, o seu livro "Pequena História do Povo Chamado Metodista".  No púlpito lembrou que não pregava na Igreja do Jardim Botânico desde 1966 e relembrou a razão do Espírito Santo ter levantado os metodistas: reformar a nação, particularmente a Igreja, e espalhar a santidade bíblica por toda a terra. Ou seja, "nada a fazer senão salvar almas". "Aquele que em Cristo, ainda que morra, tornará a viver". Diz a nossa fé baseada na Palavra do Senhor. Por esse servo de Deus, que tanto nos abençoou com sua amizade e seus escritos nossa honra ao Senhor. " Roséte e Ronan Boechat


Baixe aqui os sete números do jornal eletrônico Tribuna Metodista, editado por João Wesley Dornellas: http://www.4shared.com/folder/KU2zXhB7/Tribuna_Metodista.html



Como homenagem que os Metodistas Confessantes prestam a esse grande homem de Deus, Servo do Senhor e amante da Igreja Metodista, republicamos abaixo sua reflexão efetuada no IV Encontro Presencial Confessante, realizado em maio/11 em São Paulo.




Autoridade e Autoritarismo na Igreja Metodista. A clericalização e a centralização do poder através dos anos. 
João Wesley Dornellas
(Membro da Igreja Metodista de Vila Isabel – RJ)


(O texto abaixo reflete, com pequenos cortes e adições, o conteúdo de palestra apresentada no Encontro de Metodistas Confessantes, realizado em São Paulo em 28 e 29 de maio de 2011 com a presença de leigos, clérigos e um Bispo Emérito).


Introdução


Não se tem a intenção de fazer um estudo sociológico ou filosófico sobre o Poder na Igreja Metodista nem do Autoritarismo, que poderia ser definido como a exacerbação ou abuso do poder. Também não se fará menção, que seria, aliás, pertinente, à promessa de Jesus a seus onze discípulos (Judas já havia se suicidado), pouco antes de sua Ascensão. Ou seja, que eles receberiam Poder ao descer sobre eles o Espírito Santo (At 1.8). Na realidade, em se falando de Igreja, o autoritarismo é exatamente a consequência do exercício do poder temporal sem o Poder que é o que vem da ação santificadora do Espírito Santo. Na Igreja, aquele só funciona bem quando este está presente.


O poder não é algo negativo e reprovável. Ao contrário, ele é necessário, e até imprescindível, para qualquer associação a fim de garantir sua continuidade e preservar suas normas, sendo essencial em todos os níveis da organização humana. A Igreja, composta de seres humanos e não de anjos, não fica de fora de toda a problemática do poder e, da mesma forma, da competição que ocorre em todas as estruturas sociais.


O autor relembra sua primeira aula no curso de Direito já se vão quase 60 anos. O professor de Teoria Geral do Estado abordava justamente a teoria do poder, elemento básico daquela matéria. E deu-nos uma definição, que escreveu no quadro, e recomendou que a decorássemos. Nunca mais a esqueci: “o poder é uma estrutura bem definida da vida coletiva, na qual os juízos de um centro ativo transmitem-se a uma periferia passiva sem fazer ao mecanismo normal de avaliação de motivos”. Ela, sem ser ambígua, serve para qualquer estrutura de poder, seja democrática ou não. No primeiro caso, aqueles juízos são aprovados de acordo com a Lei e impostos ao povo (a periferia passiva), sem perguntar se são certos ou errados. No segundo, nos sistemas ditatoriais, aqueles juízos são impostos pela força e atingem todo o povo, também sem perguntar nada. Muitas vezes, nesses casos, ai de quem ousa contestar as decisões.


Max Weber, por sua vez, diz quase a mesma coisa com outras palavras, bem mais simples: “O poder é a possibilidade de impor a própria vontade sobre o comportamento dos outros”. Daqui para a frente, vamos falar mais de história, especialmente da Igreja Metodista no Brasil, que tem convivido com o autoritarismo, especialmente a partir das últimas  décadas do século passado. Fato que tem comprometido todos os conceitos claros e naturais de Autoridade, que não pode nunca ser confundida com o autoritarismo.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

GRANBERYENSES HOMENAGEIAM ELIAS BOAVENTURA


GRANBERYENSES HOMENAGEIAM ELIAS 

BOAVENTURA

1ª PARTE:

Emoção foi a palavra que marcou o evento organizado pela Associação dos Granberyenses – Setor RJ, no dia 26 de maio de 2012, para homenagear o ex-aluno e queridíssimo amigo ELIAS BOAVENTURA, que nos deixou em 8 de janeiro último. Doutor Elias Boaventura foi Reitor da Universidade Metodista de Piracicaba e uma das principais figuras leigas da Igreja Metodista na atualidade

As homenagens iniciaram-se já cedo, na sessão da Academia Granberyense de Letras, que tinha o Professor Dr. Elias como membro.

No encerramento a esposa Sylvana fez o lançamento do livro DESMEMÓRIAS 2, que Elias havia deixado concluído, mas que não teve tempo de lançá-lo.

Logo a seguir, aconteceu uma tocante celebração com liturgia preparada por Cláudia Romano de Santana, também no Auditório Bergo, do Instituto Granbery.  Presente um público muito representativo, que se deslocou de diversas cidades e estados, para viverem esse momento e relembrar alguém tão significativo da vida do Colégio, da Rede Metodista de Ensino e em especial à Universidade Metodista de Piracicaba.

O culto foi abrilhantado com a presença de um coral composto de metodistas das Igrejas Central e Oásis, cantando, entre outros, o hino “Que Segurança” um dos preferidos de Elias.

O grupo de “puritanos do Granbery”, do qual Elias fez parte, também teve uma participação muitíssima especial cantando “Levantai-vos Moços Crentes”  e  “ Os guerreiros”.  Vieram pessoas da capital e interior de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, interior de Minas ... além dos residentes em Juiz de Fora.
  
Na liturgia Cláudia fez uso de vários trechos do livro Desmemórias, o que permitiu o sentimento de que Elias estava, de fato, presente ao culto.

“ Nascemos para viver e morrer, e, quanto mais útil for a vida, mais saudosa será a ausência. A morte de quem viveu o amor não se dá de fato, porque, apesar da passagem que se faz, continua-se vivo no coração de quem nos amou

Clóvis Paradela, Reitor do Colégio Bennett fez uma boa reflexão abordando o preço que muitas vezes se paga pela defesa de ideias.
  
As diversas leituras foram feitas por granberyenses e pessoas que gozaram da intimidade do homenageado.

Arsênio de Novaes trouxe uma palavra em nome de Almir Maia,que deixou de comparecer por estar em viagem internacional

Também uma palavra especial de Gustavo Alvim, em nome da Universidade Metodista de Piracicaba.

Ao final, muito emocionado, Abner Ramos, ou o “Biné”, como era chamado por todos, foi convidado para acompanhar com o sino, o cântico “Sino Granberyense”, de saudosa lembrança dos ex-alunos do internato. É que “Biné” era o responsável pelo acionamento do sino, quando estudante do Granbery.

A Bênção Irlandesa foi cantada pelo Coral, enquanto os presentes postavam, em círculo, as suas mãos sobre as dos irmãos ao lado.

Foi estabelecido que durante todo o dia seriam desprezados os tratamentos de “doutor”, “professor”, “senhor”, “reverendo”... Afinal, nenhum dos presentes recebia esse tratamento quando aqui viveram, “nessa Casa que o nome dos dá.“ Por isso também deixamos de usá-los neste resumo.

Cléber de Oliveira Paradela
Belisário, 27 de maio de 2012
Ex-aluno, ex-funcionário, ex-professor. Filho e pai de granberyenses. 


domingo, 27 de maio de 2012

Celebração pela vida de Elias Boaventura


‘‘ Do alto Ele me estendeu a mão e me tomou.
Trouxe-me para um lugar espaçoso. Livrou-me.
Porque Ele se agradou de mim.” Salmo 18. 16, 19





                                                                                                                                                              
 (Elias em 1978)

Celebração pela vida de Elias Boaventura
         (1937 – 2012)

Acolhida

Saudação da Presidente da Associação dos Granberyenses
Setor Rio – Cláudia Romano de Sant’ Anna

Invocação

Dirigente - “Que se abram as portas, que nossos olhos vejam que nossos corações sintam.
Todos -         Ó mistério da graça, aproxima-te de nós!
Dirigente - Sim, aproxima-te de nós e compartilha conosco a alegria deste encontro.
Todos-         Que nossas vozes expressem, a alegria da tua proximidade.”

Coro - Mensagem Celestial– Regente: Marcos Paulo

Doxologia
Espírito do Trino Deus vem sobre mim.
Espírito do Trino Deus vem sobre mim.
Quebranta-me. Consome-me.
Transforma-me. Transborda-me.
Espírito do Trino Deus. Vem sobre nós!

Destaques: (1) Palavra de Cibele Paradela

Livro: “Desmemórias” A força do fraco de Elias Boaventura
“Pessoas que conseguem viver de bem com a vida são eternas.Vivem sempre ao lado daqueles que as conheceram e continuam alimentando suas lembranças”. (pág. 16)“Nascemos para viver e morrer, e, quanto mais útil for a vida, mais saudosa será a ausência. A morte de quem  viveu o amor não se dá de fato, porque, apesar da passagem que se faz,  continua-se vivo no coração de quem nos amou.” (pág. 158)
“Viver é difícil porque a existência é complexa, floresta perigosa, cheia de encruzilhadas, incertezas, armadilhas e desvios, só é possível de serem superados se fizermos nossa completa entrega.” (pág.71)
                                                                                                                           
(2)-Palavra de Clóvis Paradela

Coro Mensagem Celestial – Hino “ Segurança e Paz” HE.272

Palavra de Victor José Ferreira-

Desmemorias”  – “Eu trabalhava com minha mãe, como apanhador de café.
Começávamos muito cedo e ficávamos até o fim da tarde.
Depois de organizar uns feixes de lenha, os colocávamos na cabeça e iniciávamos a cansativa viagem de volta para casa
(...) Quase sempre encontrávamos meu pai, que juntava nossos feixes, para nós pesados, colocava-os no ombro livrando-nos do peso e trazendo grande alívio ao cansaço.
(...) Que saudade! Que falta às vezes me faz encontrar alguém que me proporcione semelhante alívio sem me exigir nada.
Gosto de pensar que o grande Pai nos faz isso nos momentos de baixa, de depressão e de cansaço. Se deixarmos, Ele carrega nossos pesos, assume nossas dores e nos permite usufruirmos de sua companhia.” (pág.98)

Solo – PAI NOSSO – Márcio Antônio Affonso

(3) Palavra de Tércio Machado Siqueira

“Desmemorias”– “Tenho pensado muito nisso. Com que frequencia as nuvens do cotidiano sepultam nossa fé, escondem nosso sol e nos colocam ao relento.
São nuvens construídas por nós, obra involuntária de nós mesmos, que nos amofinam e nos tornamos infelizes e frios.
(...) Via de regra, as nuvens que nos tiram a paz estão muito mais perto de nós do que imaginamos. É a instabilidade que vivemos, a falta de dinheiro para o mínimo que precisamos, enfermidades, irritações involuntárias causadas por fatores localizados fora e dentro de nós, medo do futuro e coisas que o valham.” (pág. 129)

Conjunto Puritanos–Hino: Levantai-vos,moços crentes – CC-550

(4) Palavra de Ronaldo Satlher Rosa

Desmemorias” - “Mister Moore, dirigiu-se a mim amorosamente, pedindo que eu observasse algumas coisas para o meu futuro (eu era candidato a pastor).
Suas palavras foram: “Em sua vida, nunca tenha pressa em punir pessoas que, por estarem sofrendo, pecam, mas não são más.
Evite ser instrumento de divulgação de erros alheios e use fatos para desenvolver sua solidariedade. Pergunte sempre se com seus atos não contribuiu involuntariamente para que tais fatos acontecessem.
É muito difícil, mas necessário e inteligente, que tentemos compreender as razões do outro. Implore sempre a Deus que perdoe o errado e o ajude a vencer suas falhas.” (pág. 75)

Conjunto Puritanos-Hino: OS GUERREIROS – HC - 212

(5) Palavra de Almir de Souza Maia

Desmemorias” - “ Meu caro Elias, me disse o professor Irineu Guimarães, você se engana em uma coisa: eu jamais saí do Granbery nem ele nunca saiu de mim. (...) O Granbery é um estado de  espírito e está sempre com a gente, distribuindo carinho, matando saudades, nos entregando tarefas e nos convocando a toda hora para novas lutas.(...) O espírito granberyense é tão grande que não cabe nele mesmo, não fica dentro dos muros da casa e contagia tudo e a todos ao seu redor: tanto os que estão próximos como os que ficam distantes.”(pág.110)

Hino  Granberyense  - 1ª, 2ª, 3ª estrofes

Música: José Eutrópio / Letra: Guaracy Silveira
Granberyenses, a historia sagrada
Desta casa que o nome nos dá
Há de ser em nossa alma guardada.
Nosso lema na vida será;
REFRÃO
Eia, avante granberyenses,
Com firmeza varonil!               (bis) 
Deus e Pátria trabalhemos,
Pela glória do Brasil !

Granberyenses, a Pátria nos chama,
Preparemos o nosso porvir,
Pois a luta gloriosa reclama
Que saibamos com fé resistir.

Granberyenses, um dia, passado
Nosso tempo de estudo e labor,
Para a honra do Granbery amado,
Mostraremos o nosso valor.
                =========

 (6) Palavra de Adahyr Cruz

“Desmemorias” Em 28 de janeiro, quando completei l6 anos, fui recomendado pela Igreja Metodista para ser aluno do Granbery, em Juiz de Fora, MG.
(...) Foi a glória! Conquista inimaginável,que me transferia imediatamente de classe social, me conferia privilégios de rico, especialmente porque naquela época o Granbery era considerado o melhor colégio de Minas Gerais, onde só os ricaços fazendeiros colocavam seus filhos depois de acirrada disputa por vagas. (...) Cheguei ao Granbery assustado com tudo: movimento de carros, tamanho do prédio, animação de pessoas e a atenção de todos.
 (...) De cara, mudaram meu nome para Trombone, dado o vozeirão que tinha, e a partir daí eu deveria fazer as refeições à mesa, como nunca havia feito antes, usar a incômoda faca ao lado do garfo, dar ouvidos ao toque do sino, para levantar da cama, ao triângulo, avisando que o refeitório terminava o atendimento do dia. (...) Passados mais de 40 anos, após ter conhecido inúmeras instituições escolares, confesso que até agora não encontrei nenhuma que tenha conseguido contagiar tanto seus alunos como o Granbery o fez, por gerações e gerações de estudantes.” (págs) 42/171)

Canção – Sino Granberyense

Música: da canção popular “Bull Dog”
Letra: Nelson de Godoy Costa
O sino de manhã cedo,/ Faz a turma levantar,
Conduz às aulas, à bóia/ Depois faz “tudo” ir deitar.
E o sino sempre a bater,/ Fazendo frio ou calor,
Aqui dirige todos/ Pensando que é Reitor.
Refrão 1:
Bate sino até cansar,/ Toque sino até quebrar...
Sinto um arrepio,/ Porque já faz frio,
Bate ‘inda mais/ Toca ‘inda mais.
Hás de rebentar!
Bater sempre é meu dever;/ Não se zangue, meu rapaz!
Se eu dormir, como vai ser?/ Ninguém quer trabalhar mais.
Não se zangue, meu rapaz!/É dever que vou cumprir;
Há de chegar o dia/De nunca mais me ouvir.

Quando um dia terminado/ Nosso estudo feito aqui,
Sino bom, quanta saudade,/ Quanta saudade de ti!
Todo dia, sem cessar?/ Sem jamais me fatigar,
Hei sentir a falta? Das vezes que te ouvi.
Refrão 2:
Bate o sino até cansar,/ Toque sino até quebrar...
Sinto um arrepio,/ Porque já faz frio,
Bate ‘inda mais,/ Toque ‘inda mais
Vou me levantar...

Agradecimentos: Reitoria do Instituto Metodista Granbery
Associação Nacional dos Granberyenses
Academia Granberyense de Letras, Artes e Ciências (Aglac)
Familiares e amigos de Elias Boaventura
Coro Mensagem Celestial  –  Coralistas e regente
Pastor Messias Valverde – Pastoral do Granbery                                          
Funcionários e convidados

ENCERRAMENTO –                                                                                        

Benção Araônica -  Coro Mensagem Celestial  -
Participantes deverão se levantar para ouvir  a Benção Araônica.
A seguir, com as mãos espalmadas  - ouvir e repetir o texto abaixo:
                      
                 BENÇÃO IRLANDESA
Que a estrada se erga ao encontro do teu caminho.
Que o vento esteja sempre às tuas costas.
Que o sol brilhe quente sobre tua face.
Que a chuva caia suave sobre teus campos.
E até que nos encontremos de novo.
Que Deus te guarde na palma da Sua Mão. Amém!

       
Ao deixar-te, Granbery

“Eu te deixo e tua sombra me acompanha Como um braço de afeto que me prende;
 E enquanto atinjo o cimo da montanha
 A minh’a alma num preito se te rende! (...)
Bendigo-te, acenando o meu adeus
À tua torre erguida no infinito,
Semelhando, serena, mão de Deus
A apontar o destino do proscrito!”

           José Sucasas Júnior
    Granberyense dos anos 1930




                                ****
Programa elaborado por:   Cláudia Romano de Sant’ Anna
Equipe de apoio:              Cibele Paradela – Secretária
                                           Clóvis Paradela -  Reitor do Instituto Metodista  Bennett
                                           Victor José Ferreira – Granberyense Afetivo                           
                                         -  Rio de Janeiro, 26 de maio de 2012
      g r a t i d ã o
Aos Reitores
 Em vós, repousam nossos pensamentos e eterna gratidão, pois a vós, devemos a existência do GRANBERY e dos meios que o tornaram vitorioso.

Aos Professores
 Que nos ensinaram com amor, carinho, dedicação e paciência, orientando-nos para a vida:
Nosso agradecimento.

 Aos Funcionários
 Que dedicaram seu tempo e se integraram ao colégio na convivência com seus alunos e familiares:
Nosso reconhecimento.

Aos colegas
 Que nunca deixaram que se apagasse a chama do “Espírito Granberyense” vivenciada na “casa que o nome nos dá.”
 Nossa amizade.

Aos que se foram
 Pelo que representaram, nos sonhos e ideais que tiveram, enquanto conviveram conosco:
Nossa saudade!

                               Texto de Cláudia Romano de Sant’ Anna                 
Em homenagem aos 120 anos do Granbery prestada durante o almoço anual da Associação dos Granberyenses – Setor Rio em 29 de agosto de 2009.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Anistia a Anivaldo Padilha

Anistia a Anivaldo Padilha





Dedico este depoimento à memória de Paulo Wright e Ivan Mota Dias  prebiterianos) e de Heleni Guariba (metodista), mortos sob torturas e desaparecidos; à memória de Celso e Fernando Cardoso da Silva, jovens metodistas presos comigo, e que já não se encontram mais entre nós; à memória de Richard Shaull, missionário americano presbiteriano, um dos que plantaram as sementes da Teologia da Libertação; e à memória de Brady Tyson, missionário americano metodista que nos viabilizou os laços com Martin Luther King, Jr. 


Minhas primeiras palavras são de agradecimento pela honra que o a Procuradoria da República e o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) me concederam ao me convidar para fazer este depoimento. Sinto-me honrado porque minha história, nos últimos 50 anos, está intimamente ligada ao CMI e ao movimento ecumênico. E o projeto Brasil: Nunca Mais, é um dos capítulos mais importantes da história da contribuição do movimento ecumênico brasileiro e internacional à luta pelos Direitos Humanos no Brasil. O projeto Brasil: Nunca Mais só pôde ser desenvolvido porque contou com um movimento ecumênico que se desenvolveu em nosso país a partir da primeira metade da década de 1950 quando, no seio do protestantismo, a Confederação Evangélica do Brasil, inspirada pelo CMI, criou o Setor de Responsabilidade Social, responsável por desenvolver uma série de reflexões sobre o papel da Igreja no Brasil, em um contexto de rápidas transformações sociais e políticas. Desse processo surge o Movimento Latino-Americano de Igreja e Sociedade (ISAL), que teve papel fundamental na organização do pensamento social ecumênico na América Latina. 


Concomitantemente, a partir do início da década de 1960 a Igreja Católica Romana também sentia os efeitos renovadores trazidos pelo Papa João XXXIII, e pela primeira vez se abria para o ecumenismo. Esses novos ares tiveram grande impacto nas igrejas, especialmente entre a juventude e intelectuais, estudantes, e pastores e padres jovens, levando-nos a construir processos de diálogo e de cooperação nas lutas pelas transformações sócio-econômicas em nosso continente. É nesse processo que germinam as sementes do que veio a ser conhecida como Teologia da Libertação, tanto em suas vertentes protestante quanto católica. Esse processo é interrompido temporariamente pelo golpe militar de 1964 que leva à prisão, à clandestinidade ou ao exílio grande parte das nossas lideranças e ao desmantelamento das nossas organizações, inclusive da Confederação Evangélica do Brasil. 


O período pós-golpe significou re-aglutinar as pessoas, criar novas formas de organização e redefinir nosso papel. Com os novos ventos que sopraram da Conferência Episcopal Latino-Americana, em Medellín, em 1968, o movimento ecumênico ganha novo ímpeto e possibilita uma ação ecumênica mais efetiva com a adesão de grandes contingentes católicos. É importante destacar o papel do Centro Evangélico de Informação, fundado em 1965 (transformado em Centro Ecumênico de Documentação e Informação em 1975 e, a partir de 2004, em KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço). 


A partir do AI-5, quando a tortura é institucionalizada como método sistemático de interrogatório e instrumento de terror político do Estado, coube ao movimento ecumênico alimentar as redes ecumênicas internacionais com informações sobre o que se passava nos porões da ditadura e denunciar as torturas internacionalmente. Outra contribuição foi a criação de redes ecumênicas de apoio para proteger perseguidos políticos rumo ao exílio. Foi como participante ativo desse movimento que fui preso na manhã do dia 28 de fevereiro de 1970, por agentes da OBAN, em São Paulo, principal centro de torturas do país. Comigo foi presa também Eliana Rolemberg, que me assessorava em uma pesquisa que eu coordenava para a ULAJE [Unión Latinoamericana de Juventudes Evangélicas] sobre Juventude e Mudança Social na América Latina. Na época, eu exercia as funções de Secretário, para o Brasil, da ULAJE e de redator de uma revista mensal, Cruz de Malta, da Igreja Metodista. Ao chegarmos à OBAN, depois que Eliana e eu fomos separados, fui conduzido a uma sala para ser interrogado. Assim que a porta se fechou, recebi um soco no estômago com tal violência que caí e fiquei alguns segundos sem poder respirar. Começaram, então, a aplicar em mim o “telefone”, método de tortura que consiste em golpear os ouvidos da vítima com as duas mãos ao mesmo tempo, em formato côncavo. Os golpes foram repetidos várias vezes, seguidos de gritos para que eu confessasse ser membro de uma organização clandestina e que revelasse os nomes e endereços de todos os meus amigos. Após esse interrogatório fui levado a uma das celas. Na parte da tarde, fui levado novamente para interrogatório. A partir desse momento, as torturas se intensificaram. Trouxeram Eliana, Celso e Fernando Cardoso da Silva, dois jovens metodistas como eu, que tinham sido presos também, e nos aplicaram golpes de “palmatória”, novamente o “telefone” e choques elétricos. Depois de muito tempo de torturas, nos separaram e fui levado de volta à cela, já ao escurecer. Eu não havia ingerido nenhum alimento desde o café da manhã. Minha boca estava extremamente seca. Tinha a impressão de que minha língua ia rachar ou que minhas mucosas estavam se esfacelando. Pedi água e o carcereiro me respondeu: “não tenho autorização para dar água a presos que voltam do interrogatório. Beber água logo depois de levar choques pode matar”. Trouxeram a janta: sobras da comida do quartel trazidas em grandes caldeirões. Tive dificuldade para comer. Além da boca seca, minhas mãos estavam inchadas e eu mal conseguia segurar a colher. Ademais, eu tinha grande dificuldade para deglutir a comida composta de arroz, feijão e tomate picado. Meu companheiro de cela insistiu para que eu comesse porque aquela era a única refeição diária. Às vezes, serviam o café da manhã, que consistia em uma pequena caneca de café com leite e um pãozinho. 


Conheci, naquele instante, uma outra forma de tortura: a fome. Não consegui dormir. Tarde da noite, vieram me buscar novamente. Achavam que eu devia ser um comunista importante porque tinha relações internacionais, especialmente com o mundo ecumênico. E, segundo eles, esse era um movimento subversivo. Forçaram-me a tirar minha roupa e me colocaram na “cadeira do dragão”. Uma cadeira revestida com folhas de metal conectadas por um fio a um rádio militar de campanha. Fui colocado nu no assento com minhas mãos e pés amarrados. Exigiram que eu desse todas as informações que eu possuía. A cada negativa, o torturador girava a manivela do telefone para aumentar a intensidade dos choques. Para tornar os efeitos mais fortes, colocaram uma toalha úmida sob minhas nádegas. Os choques me provocavam convulsões e gritos. A sensação era de perda total de controle sobre minha capacidade mental, racional, e sobre os meus movimentos. Era insuportável! Até aquele momento, eu não tinha informação sobre o que acontecia com Eliana ou com Celso e Fernando. De repente, percebi que Eliana estava também estava sendo torturada na sala ao lado. Podia ouvir seus gritos e suas recusas em cooperar com os torturadores. De madrugada me levaram de volta à cela. O medo tomava conta de mim. Eu tinha medo de não conseguir resistir e acabar por revelar nomes e endereços de meus amigos e companheiros. Pela primeira vez na minha vida me via confrontado pela possibilidade real e iminente de morrer. Como evitar esse desfecho? Ou como encará-lo com dignidade? Então, decidi que, já que morrer parecia inevitável, era melhor que isso acontecesse antes que novas torturas ocorressem. O suicídio parecia ser o único caminho. E, se cooperar era o preço para salvar minha vida, eu não conseguiria conviver com o profundo sentimento de culpa que certamente me acompanharia para sempre. Seria uma vida sem Vida! Procurei e não encontrei nada que eu pudesse usar para me suicidar e percebi que nem a opção do suicídio me era disponível. Eu estava só e à mercê dos torturadores! 


Iniciei, então, um processo de revisão da minha vida. Lembrei-me, sobretudo, do meu desenvolvimento pessoal, na Igreja Metodista, baseado em uma espiritualidade encarnada no mundo e nas dores do meu próximo. E que foi essa espiritualidade que me levou a dedicar-me à solidariedade com os oprimidos e discriminados e à construção de um mundo mais justo, solidário e verdadeiramente democrático. Tomei consciência, nesse momento, de que a minha vida não mais me pertencia pois eu a havia dedicado inteiramente às exigências da minha Fé. Matar-me seria como se eu estivesse a exigir a devolução de algo que eu havia doado. Minha vida pertencia a Deus. Tudo isso me fez encontrar as forças necessárias para resistir. Eu era fisicamente muito fraco em relação aos torturadores e me perguntava: “Por que usam tanta violência para me dominar”? Essa pergunta não saía da minha mente até que tudo começou a clarear. Eu tinha algo mais forte dentro de mim: o amor à Verdade, à Justiça, à Ética, e o compromisso com o povo, além do apoio de uma imensa comunidade que não se calava diante da tirania nem se deixava dominar pelas forças que haviam usurpado o poder em nosso país. Os torturadores eram fisicamente fortes, mas moralmente eu era mais forte e tinha condições de resistir. Se eu tivesse que morrer, não podia ser por ato voluntário. Que a ditadura assumisse a responsabilidade pela minha morte. Entrei em um processo lento de tranquilidade e de serenidade. Senti que eu estava me preparando para o que me parecia inevitável. O medo, ainda que presente de forma muito forte, não mais me dominava. 


Eu tinha me reencontrado com minha história e comigo mesmo. Já amanhecia e, finalmente, consegui dormir. Mais tarde, ao ser levado para mais uma sessão de torturas, percebi que estava sofrendo de uma espécie de amnésia pois não conseguia me lembrar de praticamente nenhum dos meus companheiros. Os únicos nomes presentes na minha memória eram os de meus familiares imediatos. Minha memória havia se apagado seletivamente. Por isso, apesar da intensidade das torturas, eu não tinha como colaborar. Foi um fenômeno para o qual jamais encontrei explicação racional e conclusiva. Creio que o ser humano, quando se encontra em uma situação-limite, como eu me encontrava ali, é levado a buscar em suas profundezas aquela força divina que todos possuímos dentro de nós. E essa força não é monopóplio de cristãos ou de pessoas religiosas. Pude presenciar situações semelhantes de resistência por parte de companheiros ateus. Para mim, foi resultado da força daquela fé, qualquer fé, que há dentro de todos nós. Os interrogatórios diários, acompanhados de torturas físicas (choques, cadeira do dragão, socos, palmatória) e morais (simulação de execução, saída de carro com ameaças de jogarem meu corpo na Serra do Mar, insultos, ser qualificado com palavras de baixíssimo calão, ameaças de torturarem meus pais etc.) continuaram por muitos dias e depois diminuíram, até que, finalmente, fomos enviados ao DOPS para as formalidades policiais. Foram vinte dias diretos de “interrogatórios” na OBAN. No DOPS – depois de de enviados de volta a OBAN por duas vezes, Celso, Fernando e eu fomos indiciados na Lei de Segurança Nacional e enviados ao antigo Presídio Tiradentes. A acusação formal: “infiltração subversiva na Igreja Metodista"!!! O próprio promotor não aceitou as bases para o nosso indiciamento e fomos colocados em liberdade. 


Ao sair da prisão, sem condições de trabalhar e sob risco de nova prisão, tive que me exilar. Com o apoio do CMI e das redes ecumênicas de apoio, consegui chegar clandestinamente ao Uruguai, depois à Argentina e ao Chile. Após alguns meses, fui para os Estados Unidos com o apoio das igrejas protestantes daquele país onde consegui reconstruir minha vida e continuar, no exterior, a luta contra a ditadura. Posteriormente, transferi-me para a Suíça. No total, passei 13 anos no exílio. Por mais de seis anos tive pesadelos nos quais eu revivia as sessões de tortura. Os torturadores continuavam dentro de mim a me torturar. Eu tinha que vencê-los. A luta foi longa até que percebi que compreendi que o caminho a seguir era o do perdão. Ao perdoá-los, consegui vencê-los. O perdão significou para mim um processo terapêutico. Há momentos que o perdão é mais importante para quem perdoa do que para quem é perdoado, mas isso no nível das relações inter-pessoais. Isso não significa compactuar com a impunidade. Os crimes cometidos não foram apenas contra mim. Foram contra a sociedade brasileira e a sociedade tem o direito de investigá-los e punir os responsáveis diretos e indiretos. 


Termino com um apelo. Suponho que todos neste auditório sabem que a tortura era uma política de Estado. Por isso, é essencial o estabelecimento de uma comissão da verdade para investigar os crimes da ditadura, apontar quem são os torturadores, seus mandantes, seus colaboradores e apoiadores. A punição deles é importante para resgatar a dignidade dos que foram torturados, a dignidade da memória dos assassinados e desaparecidos e a dignidade das famílias que não puderam ainda sepultar seus entes queridos. Além disso, a impunidade contribui para que a tortura ainda seja praticada em larga escala nas delegacias e prisões brasileiras e para que outras formas de intolerância se fortaleçam em nosso país. Os que se opõem à abertura dos arquivos da ditadura e à divulgação da verdade e a punição dos que estabeleceram o Terror do Estado nos chamam de revanchistas. Revanche ou vingança seria tratá-los como nos trataram. Não, não queremos vingança, mas Justiça. Que sejam investigados, processados, garantindo a eles o devido processo e julgados pelas cortes do Estado de Direito e não por tribunais de exceção como fizeram conosco. Em suma, a punição representaria o resgate da dignidade da sociedade brasileira que foi violentada por um regime autoritário. Termino citando o profeta Jeremias: “quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lamentações 3.21). Minha esperança é que a memória desse passado contribua para que esse Brasil, nunca mais! Muito obrigado. 


Anivaldo Padilha





Mais sobre a anistia de Anivaldo Padilha: http://blog.justica.gov.br/inicio/anivaldo-padilha-e-anistiado-com-direito-a-reparacao-economica-apos-sessao-da-comissao-de-anistia
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