quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Indignação contra os beócios


INDIGNAÇÃO CONTRA OS BEÓCIOS



“Ó Deus, não fique longe de mim; ó meu Deus, apresse-se em ajudar-me (Sl 71.12). Envie relâmpagos e disperse os inimigos, atire suas flechas (Sl 144.6), e que todas as imaginações do Inimigo sejam confundidas. Recolha e faça seus estes meus sentidos; faça-me esquecer todas as coisas mundanas; conceda que eu lance fora bem depressa e despreze todos os espectros pecaminosos. Socorre-me, ó eterna Verdade, para que nenhuma vaidade me comova! Venha a mim, doçura celestial, e que toda impureza fuja de diante de sua face”.



Thomas à Kempis.



Vez por outra, sou tomado de extrema indignação. E não me indigno por causa de leviandades. Sei que elas são imaginações do inimigo e, certamente, possuem um endereço certo: minha repulsa. Indigno-me contra aqueles que, levantando a voz e com sutileza, demonstram sentimentos díspares cauterizados pelo desejo por poder. Ah! O poder, essa mísera palavra que mexe profundamente com toda a existência humana, que exalta o egoísmo embora a sede dos injustiçados seja por altruísmo. Pelo poder, mata-se; pelo poder abandona-se; pelo poder, trai-se; pelo poder, corrompe-se; pelo poder, anulam-se amizades e sonhos que outrora foram dignificantes. Perdem-se, assim, as possibilidades de um outro mundo possível.

Indigno-me com a busca pelo poder; do poder para o poder. Do poder para poder. E como se não bastasse esta ansiosa disputa insolente na esfera da vida, vislumbro ainda por parte de muitos a repartição dos despojos e a celebração com mordacidade, perante uma mesa inescrupulosa, dos restos de alguém outrora querido. E vale aqui o clamor de Kempis: recolha a Ti Senhor os meus sentidos. Isso porque meus sentidos querem trair-me ou mesmo levar-me a atitudes contestadoras de teor blasfemo. Mas que sentidos podem se expressar frente a situações sem sentido? Que resposta dar frente a questões que não possuem razão ou estrutura, só falcatruas, pois eivadas de comentários perniciosos daqueles que vociferam: “o meu Deus é maior”.

Indigno-me, sim, com a injustiça daqueles que, com o dedo em riste, insistem em expor mentiras, inventar causos e semear discórdias sem ao menos perguntar pela verdade. Tal como o salmista, anseio ecoar minha voz aos céus expressando: “se fosse o meu inimigo, eu suportaria, mas é tu, meu amigo e íntimo companheiro...”.

Entretanto, continuo a lutar para defender de forma muito precisa a minha honra, coisa última que me resta. E assim o farei com astúcia e coragem. Aprendi desde cedo, com aqueles que me geraram a vida que honra é um tesouro imensurável que se deve estampar na expressão do rosto. Honra é coisa de áulico e não de gente medíocre que teatraliza no real por medo de se assumir como é, como está, o que quer. Honra é um pedaço de pão embrulhado em um guardanapo, guardado em algum armário da despensa, mas conservado para a hora da necessidade, não para a vaidade. Honra é o fim último de todos aqueles que almejam fazer diferença na vida, com vida.

Indigno-me com os beócios, que de tão idiotas, acham que seu pequeno mundo de sentidos medíocres possui dimensões inimagináveis. Quão tolos são. Diante da imensidão deste universo com mais de 100.000.000 (cem milhões) de galáxias, acham-se possuidores das chaves dos céus e do inferno. Assim, imagino Deus dando as costas para os dados à tolice de suas briguinhas de fazer rir.

Não sou perfeito, tenho minhas contradições. Entretanto, anseio por justiça. Anseio por gente que aja com respeito, com o mínimo de responsabilidade social, com postura cristã. É muito triste saber que pessoas disseminam maledicências, em nome de Deus, por se julgarem melhores, por se considerarem superiores. Para estes (as), vale aquele conselho esquecido, oriundo de um velho livro de sabedoria, que evidencia: “considere o outro superior a você mesmo”.

Mas o pior é perceber que estes “santos homens” e “santas mulheres” usam de sua argúcia para conduzir gente crente e temente a Deus não pelas vias da santidade, mas pelas avenidas da insanidade eclesiástica. Dizem servir a Deus, todavia são condicionados por desejos que seguem a lógica do “outro”, com forte ênfase na expressão: “tudo isso te darei se prostrado me adorares”.

Enfim, indigno-me com os que semeiam discórdias nas caladas da madrugada num ambiente que existe para a “conciliação”. Indigno-me com os que não têm coragem de encarar os olhos ou com os que não têm a hombridade de revelar o que pensam. Indigno-me com os buchichos e conversinhas de bastidores que amealham a ética. Indigno-me com aqueles que não deslindam a verdade e se arvoram de fraudulentas argumentações ou mexericos de dar dó.

Mas, mesmo em meio a esse caudal de indignação, que venha a mim a doçura celestial e que toda a impureza fuja do meu coração, e de alguma forma, também da face do meu Senhor.

Moisés Coppe.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

QUE METODISMO É ESSE?

QUE METODISMO É ESSE?
                                 Messias  Valverde


       Em 2000 o Colégio Episcopal lançou a Carta Pastoral sobre a Aliança com Deus. Orientações Pastorais para o projeto “Renovando a Aliança com Deus”. Nela, os bispos declaram que em Is 61,1-2, Deus estaria desafiando a Igreja Metodista a uma atuação centrada no anúncio do “Ano Aceitável do Senhor” (Is 61,2).

       Foi elaborado então um plano de ação com temas motivadores anuais como: no primeiro ano “o perdão”; no segundo, “Crescendo na fé e no conhecimento de Deus”; no terceiro, “Renovar a Aliança com Deus para servi-lo em todos os lugares” (p.6).

       A renovação da Aliança estaria alicerçada na “mensagem do Evangelho” e nos “ensinos da prática da tradição metodista” (cf.p.7)buscando despertar “na vida e no ministério da Igreja o sentido de Igreja Corpo de Cristo: Igreja viva, cheia do Espírito Santo” (p.7).

       Nessa perspectiva, Rm 12.1-2 seria lido na ótica do inconformismo com as situações de morte e injustiças que envolvem os espaços sociais onde a Igreja está inserida. inconformismo carregado de esperanças explicitado no anúncio/denúncia desenvolvido pela Igreja Metodista(cf.p.8), na convicção de que a Igreja não existe para “triunfos e sucessos” mas para “riscos constantes” (cf. p.8).

       Outro elemento importante da fundamentação bíblica é a menção dos diversos momentos da panorâmica bíblica de Abraão a Cristo, em que pessoas e comunidades foram conclamadas a renovarem a aliança com Deus. A título de exemplo, cita-se Js 24.14-25, entre muitos outros (cf.p.9s).

       No caso específico da Pastoral sobre a Aliança, que se propõe a trabalhar um “pacto de fé” que leve a Igreja Metodista a anunciar o “Ano Aceitável do Senhor”, como já afirmamos anteriormente, retoma-se o texto bíblico de Lv 25 por conter a gênese dessa proposta ministerial, ou seja, ano sabático, descanso da terra e perdão de dívidas a cada sete anos; e, a cada 50 anos, “ano jubilar”, ano seguinte ao quadragésimo nono (7X7), “ perdão das dívidas, libertação dos escravos, devolução das terras aos antigos donos”(cf.p10s).

       Duas constatações são feitas: biblicamente, a mensagem profética denuncia “a opressão do órfão e da viúva” como o primeiro sinal de “quebra da aliança com Deus” (p.10); e, anuncia que  o “Ano da Graça” seria reestabelecido  com a vinda de um libertador enviado por Deus (Is 9.6-7; Mq.5.2-5; Is 61). Condição que Jesus Cristo chama para o seu ministério em seu sermão em Nazaré (Lc 4.16-21).

       O desafio ao povo metodista, via renovação da Aliança com Deus, à luz da mencionada pastoral, é a busca de uma Igreja Missionária que “trabalhe para que o Ano da Graça de Deus seja mais efetivamente vivo no Brasil”. Uma “Aliança Missionária que supere as diferenças e reconheçam a diversidade de ministérios presentes no Corpo de Cristo (cf. p.11s).

       Dessa forma, a Igreja Metodista estaria apta a colocar em prática um princípio básico de sua existência: “Reformar a nação, particularmente a Igreja e espalhar a santidade bíblica por toda a terra”.

       A Pastoral ressalta que os primeiros metodistas buscaram esses objetivos fundamentados nos “vinte e cinco artigos de religião; nos sermões de João Wesley; em suas Notas sobre o Novo Testamento, e que, o metodismo brasileiro pode acrescer a esses, o “Credo Social e o documento Vida e Missão, entre outros” (cf p.11s).

       O programa da Pastoral visa “alcançar todos os membros da Igreja:
*Aos alegres, comprometidos, estímulo e força;
*Aos que estão enfraquecidos, renovação e orientação;
*Aos que estão frios na fé, alerta e convite a rever a vida” (p.22).

       À luz dessa pastoral, e logo após a sua publicação, a IV Região Eclesiástica chegou a desenvolver um programa de Renovação da Aliança com pastores(as) nos diversos distritos eclesiásticos. Não tenho lembrança se o fez também    com os(as) membros das igrejas locais.

       O que está sendo trabalhado na atualidade é um programa denominado “EMpacto – Encontro Metodista do Pacto”[1] que se desenvolve em um retiro de final de semana, “iniciado na sexta-feira às 20 horas e encerrado no domingo às 19 horas”.[2]

       A estratégia de funcionamento envolve músicas, silêncio dos participantes e “14 palestras sobre a vida e a maturidade cristã,”[3]concluídas, em muitas ocasiões, com a tríade: Orar, Cair, Levantar.

       Define-se esse expediente eclesiástico, entre outros, como: “o alicerce do novo programa de discipulado que está sendo desenvolvido na IV região, visando a implantação de células.”[4]

       Ora, se considerarmos a Pastoral da Aliança elaborada em 2000 e a Carta do Colégio Episcopal sobre a questão do G 12 endereçada aos metodistas “no Pentecostes de 2004,”[5]chegaremos à conclusão de que a intenção do EMpacto reúne elementos que os documentos oficiais da Igreja separou. Observem o posicionamento dos Bispos(a) sobre o assunto:

“O termo G12 é uma importação dos EUA, e tenta designar uma Igreja organizada em células, ou grupo de 12 pessoas, orientadas por um líder...esta metodologia de discipulado tem trazido dificuldades pastorais e desvios doutrinários, semeando divisões em várias igrejas que assimilaram tal programa...A proposta está centrada  numa aparição do Senhor ao pastor César Castelano e sua esposa Claúdia Castelano (Colômbia), designando-o como iluminado e enviado de Deus para o governo dos 12.
Enfatiza a necessidade de todo o crente ter o seu Peniel, ou encontro com Deus...Nada contra retiros espirituais, pois eles são bem vindos...A distorção do Peniel está em menosprezar as experiências anteriores (grifos meus)...A outra distorção do G12 é que não há espaço para a imensa diversidade de dons e ministérios, pois, no grupo, em casas de família, não há muito espaço para o exercício como ministério de ação social, tão vital num país como o nosso...não há espaço para a saudável experiência dos grupos societários, histórico espaço para treinamento e amadurecimento na fé. [O mesmo ocorre] com ministérios proféticos como: luta contra o racismo, menores infratores, pastoral carcerária.

Deste modo, a Igreja Metodista é absolutamente incompatível (grifos nossos) com o sistema de  igreja em célula do G12...Assim sendo, o Colégio Episcopal, ao analisar as propostas do G12 declara que elas são incompatíveis com os documentos, doutrinas e caminhada da Igreja em dons e ministérios e que pastores e pastoras não têm o direito de envolver a comunidade local em propostas que não foram avaliadas pelos respectivos concílios...regional, distrital e local. O(a) Pastor(a) que assim proceder estará contrariando a orientação doutrinal da Igreja e atraindo para si toda responsabilidade. Desta forma estará sujeito ao que prescreve os Cânones da Igreja Metodista”.[6]

À luz dessas posturas oficiais do Colégio Episcopal explicitadas em documentos recentes, cabe-nos perguntar: Há alguma decisão dos Bispos e Bispa que encaminhe de forma diferente essas questões? A Pastoral sobre o Caminho do Discipulado- de Jesus a nós –dezembro de 2000- também procedente do Colégio Episcopal, tem sido considerada nos programas de discipulado desenvolvidos nas regiões Eclesiásticas da Igreja Metodista?

O método “Orar, Cair, Levantar” presente na maioria desses retiros é compatível com a tradição teológica cristã e protestante sobre a pneumatologia?


É razoável a utilização desses recursos em eventos que envolvam jovens, juvenis e crianças?

Não estaria a Igreja Metodista desenvolvendo uma demonização excessiva das coisas, inclusive de símbolos e brinquedos infantis?
O que estaria levando a Igreja Metodista a negar as experiências de fé e vida dos(as) obreiros clérigos e leigos(as) que atuaram nas últimas décadas na IV Região Eclesiástica?

Por que a formação teológica tem sido apontada em algumas falas e textos oficiais como obstáculo à caminhada ministerial da Igreja?




[1] Site da Igreja Metodista Central de Juiz de Fora- MG.
[2] Site da Igreja Metodista Central de Juiz de Fora – MG.
[3] Idem
[4] Ibidem
[5] Os Bispos e Bispa datam assim o referido documento.
[6] Carta do Colégio Episcopal  sobre a questão G12– Igreja em Células- pentecostes de 2004.

sábado, 14 de novembro de 2009

ENCONTRO CAIPIRA BELISÁRIO: Culto Vespertino – 01/11/2009.

ENCONTRO CAIPIRA BELISÁRIO: Culto Vespertino – 01/11/2009.











*Convite à Adoração:Dirigente: Francisco Cetrulo- “Supremo criador do universo. Tu plenificas e sustentas todas as coisas ao nosso redor; com o toque de tua mão transformaste o caos em ordem e as trevas em luz...O esplendor do sol e a radiação suave da lua irrompem de ti. Colocas em movimento ordenado incontáveis estrelas e planetas. És a origem do calor do fogo e da força do vento, do frescor da água e da firmeza da terra. Profundos e maravilhosos são os mistérios de tua criação.






Todos(as): Nós te adoramos, tu que estás além de toda forma! Tu dás forma a todas as coisas, Senhor de toda a criação.






Dirigente: “Deus de toda salvação. Tu nos formaste à tua imagem. Tu nos formaste, homem e mulher, desejando nossa união e harmonia. Confiaste a terra ao nosso cuidado e prometeste tua bênção à nossa descendência. Deste-nos o espírito de discernimento para te conhecer, o poder da palavra para celebrar a tua glória, a força do amor para nos darmos a ti em alegria”.






Todos(as): “Desse modo maravilhoso, ó Deus, tu nos chamaste para partilhar do teu próprio ser, de teu conhecimento, de tua felicidade”.






Dirigente: “Na unidade do espírito Supremo, por Jesus Cristo que une todas as coisas em sua plenitude, nós e toda a criação damos-te honra e glória, graças e louvor, culto e adoração, agora, em todos os tempos, para todo o sempre. Amém.” (JCVM, p.21)










*VEM, Ó TODO-PODEROSO – Hino 66 HE






*Espaço para a Confissão: prof. Jaider Batista – “Tu nos conheces como somos”.






“Nós te confessamos, Senhor, o que somos. Não somos o que queremos que os outros pense de nós. Temos medo de admitir até para nós mesmos o que vai pelas profundezas de nossas almas...Cremos que tu nos conheces como nós somos, e que ainda assim tu nos amas. Ajuda-nos a não temer o conhecimento do que somos: ensina-nos a respeitarmos a nós mesmos: dá-nos coragem de depositar confiança no poder de tua direção. Promove-nos da paralisia da culpa para a liberdade e energia de pessoas perdoadas. E por aqueles [as] que acham difícil aceitar o perdão nós te pedimos: quebra suas cadeias e liberta-os, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.” (JCVM, p.59).






*2. AO MEU REDOR


Há Sempre alguém que não provou


O grande amor do meu Senhor,


Porém eu sei, bem certo estou


Que Ele está sempre ao meu redor pra me guiar.






Ao meu redor Deus sempre está,


Ao meu redor, ao meu redor pra me guiar,


Com seu amor, tão puro e bom,


Ele está sempre ao meu redor pra me guiar.






Posso perder todos meus bens


E um bom amigo me faltar,


Pode meu pai, me abandonar,


Ele está sempre ao meu redor pra me amparar.






Não sei contar o que senti


Quando Jesus me redimiu;


Desde então eu descobri


Que Ele estará ao meu redor quando eu partir.










*Oração silenciosa de confissão.






*Declaração de Perdão: Hino: Tu és fiel Senhor


Letra: Thomas O. Chisholm


Música: William M. Runyan


Tu és fiel, Senhor, meu Pai celeste:


Pleno poder aos Teus filhos darás.


Nunca mudaste: Tu nunca faltaste:


Tal como eras, Tu sempre serás.


Refrão


Tu és fiel, Senhor! Tu és fiel, Senhor!


Dia após dia, com bênçãos sem fim,


Tua mercê me sustenta e me guarda.


Tu és fiel, Senhor, fiel a mim.


Flores e frutos, montanhas e mares,


Sol, lua, estrelas no céu a brilhar:


Tudo criaste na terra e nos ares.


Todo o Universo vem pois Te louvar!


Refrão


Pleno perdão Tu dás: paz, segurança:


Cada momento me guias, Senhor.


E, no porvir, oh! que doce esperança:


Desfrutarei do Teu rico favor.


Refrão














*LOUVEMOS A DEUS: Nádia –“Louvamos-te, Espírito Santo, nosso defensor e confortador. Ajuda-nos a afirmar a vida em meio à morte, apoiando-nos em nosso confronto com o poder da destruição, animando-nos a transformar espadas em arados e lanças em podadeiras...para que a vida seja celebrada e a criação restaurada como a habitação dos viventes. Espírito Santo, nós te louvamos; ajuda-nos a afirmar a vida em meio à morte” (JCVM, p.32).






*LOUVOR A DEUS PAI HINO 112 HE










*OUÇAMOS O QUE DEUS TEM A NOS DIZER: Leitura Bíblica e Mensagem – Pr. Ramon dos Santos Coutinho






*Quinteto da Igreja Metodista de Bela Aurora: Pão da Vida – Hino 190 HE






*Ministração da Ceia do Senhor: Pr. Adahyr Cruz e Pr. Sérgio Arantes Pinto.






*DESPEDE-NOS SENHOR Hino 88 HE






*Bênção Apostólica: Pr. Ramon dos Santos Coutinho.

ENCONTRO CAIPIRA BELISÁRIO: Devocional 1/11/2009

ENCONTRO CAIPIRA BELISÁRIO: Devocional 1/11/2009







.Acolhida: Adonias






.Leitura 1: Maria – “De manhã ouves a minha voz, quando o sol nasce, eu faço a minha oração e espero a tua resposta” (Sl 5.3)






.”Adoração”- Hino 74 HE.






.Leitura 2: Prof. Cecília: Mt 6.5-15.






.Reflexão dialogada sobre o texto lido: Coordenador: Onofre de Freitas.






.”Vigiar e Orar”: Hino 472 HE.






. Momentos de Oração em Duplas






.”A Certeza do Crente” Hino 388 HE






.Bênção: Conduze-nos


Da morte para a vida


Da falsidade para a verdade,


Do desespero à esperança,


Do temor à confiança.


Conduze-nos


Do ódio ao amor


Da guerra à paz.


Que a paz plenifique nossos corações,


Nosso mundo,


Nosso universo.

ENCONTRO CAIPIRA DE BELISÁRIO Culto de Abertura: 31/10/2009

ENCONTRO CAIPIRA DE BELISÁRIO Culto de Abertura: 31/10/2009











*Em amor somos acolhidos(as): Cléber Paradela.






*Cântico


Estamos aqui, Senhor,


Viemos de todo o lugar,


Trazendo um pouco do que somos,


Pra nossa fé partilhar,


Trazendo o nosso louvor,


Um canto de alegria,


Trazendo a nossa vontade,


De ver raiar um novo dia.






Estamos aqui, Senhor,


Cercando essa mesa comum,


Trazendo idéias diferentes,


Mas em Cristo somos um,


E quando sairmos daqui,


Nós vamos para voltar,


Na força da esperança,


E na coragem de lutar.










*Em fé invocamos a Deus: Clésio- “Eu te invoco, ó Deus, pois tu me respondes; inclina-me os ouvidos e acode às minhas palavras...Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade” (Sl 17.6 e 145.18).






*INVOCAÇÃO hino 75 HE










*Em comunidade adoramos a Deus: Adahyr: “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão...Tributai ao Senhor filhos de Deus, tributai ao Senhor glória e força. Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai ao Senhor na beleza da santidade” (Sl 95.6 e 29.1-2).






*Cântico: Hino 68 HE


*Momentos de Adoração a Deus: expressões orantes de adoração.






*Cântico: Ao Único (CPR, 1-4)






Ao único que é digno de receber


A honra e a glória, a força e o poder


Ao Rei Eterno, Imortal, invisível mas Real


A Ele ministramos o louvor






Adoramos a Ti ó Rei Jesus


Invocamos o Teu nome


Nos rendemos aos teus pés


Consagramos todo o nosso ser a Ti.










*Em humildade e confiança confessamos nossos pecados: Delma – “Das profundezas clamo a ti, Senhor. Escuta, Senhor, a minha voz; estejam alertas os teus ouvidos às minhas súplicas. Se observares Senhor, iniqüidades, quem, Senhor, subsistirá? Contigo, porém, está o perdão, para que te temam” (Sl 130.1-4).






*Cântico: Hino 245 HE






*Oração silenciosa de Confissão






*Declaração de fé na graça perdoadora de Deus: Hino Maravilhosa Graça






Maravilhosa graça! Maior que o meu pecar!


Como poder cantá-la? Como hei de começar?!


Trouxe-me alívio à alma, e vivo em toda a calma,


Pela maravilhosa graça de Jesus!






Graça! Quão maravilhosa graça!


Como o firmamento, é sem fim!


É maravilhosa, é tão grandiosa,


Tão sublime e doce para mim!


É maior que a minha vida inútil,


Mais profunda que o imenso mar.


A Cristo vamos, pois, louvores dar!


A Deus honrar!






Maravilhosa graça! Traz vida perenal!


Por Cristo perdoado, vou à mansão real.


Sei que hoje sou liberto, vivo de Deus bem perto,


Pela maravilhosa graça de Jesus!






Maravilhosa graça! Quão ricas bênçãos traz!


Por ela Deus salvou-me, deu-me perdão e paz!


Salvo, sim, em verdade, por toda a eternidade,


Pela maravilhosa graça de Jesus!






*Leitura Responsiva do Salmo 46: Dirigente: Dalva






*Em gratidão louvamos a Deus: Arthur – “O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez” (Sl 78.3-5).






*Hino “Castelo Forte” (HE 206)










*Oração de louvor e ação de graças: Pr. Moisés Abdon Coppe.










*Em esperança somos edificados por Deus: Nicinha - “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as cousas, pelo qual também fez o universo” (Hb 1.1-2).






*A Palavra da Vida – Hino 140 HE






*Leitura Bíblica e mensagem: Pr. Sérgio Arantes Pinto.






*Em disponibilidade a Deus dedicamos-lhe nossas vidas: Hino 420 HE.










*Oração: Denilson






* DOXOLOGIA


Justo és Senhor em teus santos caminhos,


E, Santo em tuas obras todas (2X)


Mui, perto estás, Senhor, de todos,


De todos os que te invocam em verdade!


Aleluia! Aleluia!






*Bênção Apostólica: Pr. Sérgio Arantes Pinto.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Mais fotos do Encontro Caipira



O Encontro de Belisário

Minha gente:

O Encontro foi um trem bão demais.


Não vou relatar muito aqui nesse e-mail. Estou na lan house caipira de Beli, onde a garotada chega atém de cavalo prá entrar na rede. 


A chegada nos trouxe muita preocupação. Não consegui falar com alguns por telefone na véspera e assim a noite foi de tensão para mim. Bobagem. Deus estava no comando. A turma de J de Fora veio numa sprinter, com mais dois carros dos pastores Moisés e Ramon. Um carro, junto com a minha camionte 4X4 pegou a turma no trecho de estrada de barro (e que barro). Parada na serra prá retirar caminhão atravessado, carro agarrado vai por ai a fora. Que farra. Segundo Delma, a beleza do Encontro começou ai. Francisco Cetrulo e outro carro de Cataguases chegaram heroicamentedepois, sem o nosso apoio. Jaider veio de BH por outra estrada e conseguiu um equipe para empurrar o seu carro na lama, também dificultado por outro caminhão atravessado.

O culto de abertura foi muito bom, tendo o Rev. Sérgio Arantes como pregador

Todas as mesas forma excelentemente bem conduzidas. Moisés, Jaider, Arthur, Messias, forma "show de bola". Pinheiro (JF) e Mírian (minha esposa) na cozinha também fizeram um trabalho legal Jaider e Cetrulo tiveram problemas com o peso dos carros no retorno. Nádia e Regina ganharam alguns indesejáveis quilinhos por aqui. O grupo decidiu que deveríamos ir para o templo metodista no domingo. Procurei dois líderes leigos, já que não era dia da vinda do pastor e eles concordaram. Foi MUUUUUUIto bom. A turma pode rever um IM rural, com direito até à presença de um bêbado. (Jaider havia falado na véspera sobre o antigo modelo de IM que nós perdemos, que tinha até lugar para bêbado). Levamos a nossa liturgia impressa e Ramon foi o pregador. Maravilhoso culto. Delma Paradela esteve o tempo todo do Encontro no teclado.


Tony Vilhena (Belém) também teve ótima participação. Dois confessantes assumiram as suas passagens. Após o culto voltamos para o nosso espaço onde ficamos cantando hinos do HE, concorrendo com o forte barulho da chuva sobre a cobertura metálica. Fizemos uma avaliação no final e constatamos que um bom número de pessoas foi prá lá não acreditando em resultados e temendo ser um espaço raivoso, somente para se ficar falando mal de pastores e do Bispo, o que não aconteceu. É claro que também demos as nosssas "pauladinhas". Ninguém é de ferro.`

Como encerramento passamos às tomadas de posição. Foi o E AGORA? Sobre isso não vou me antecipar. Tivemos a Profa. Dalva Dianin como relatora e vamos deixar para passar isso de forma oficial, através da Comissão Organizadora. O Encontro serviu também para tomarmos conhecimento que há muita mais gente descontente e querendo mudanças. Muito mais do que podemos imaginar. Vamos falando, muito mais animados do que antes.



Cléber Paradela

Tivemos também uma participante do Rio, uma de Angra dos Reis, um de Ubá, outro de BH, (além de Jaider e da simpática Nádia). três de Cataguases, em tempo parcial. Cetrulo e Regina de V. Velha, além da galera de JF.

Prá quem não ia relatar muito....

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Fotos do Encontro Caipira



Quem somos nós? O que pretendemos?

Quem somos nós? O que pretendemos? - sábado 31/10/2009

Por Jaider Baptista

Passando informações sem pressa, sem rancor, o palestrante apresentou ao grupo presente ao Encontro de Belisário que quem sabe o que diz não precisa ganhar no grito, porque quando uma parte julga ganhar, ambas perdem. Todos precisam ganhar, recuperar almas, somar forças se quiserem, realmente, fazer diferença.

Segundo Jaider, não foi o que ocorreu no último Concílio Geral, em que as decisões não refletiram a vontade da maioria e assim todos perderam, o que levou um grupo de descontentes a se relacionar via internet, num primeiro momento para desabafos , mas logo depois começaram a buscar propostas de restauração da identidade metodista. Esse grupo passou a compartilhar, conviver, orar junto, autodenominando- se CONFESSANTES. Tomaram por empréstimo a terminologia dada aos protestantes alemães que decidiram não apoiar o governo nazista de Hitler, mesmo pagando um alto preço pela decisão.

Informou que decorrido pouco mais de um ano foi realizado um primeiro encontro em São Paulo, agora o segundo em Belisário, com o desejo de que outros venham a acontecer.

O palestrante apresentou uma profunda revisão histórica do Movimento Metodista, paradoxalmente, um movimento nascido dentro de uma universidade, o que explica a marcante disciplina, e atinge as minas de carvão, com pregações ao ar livre.

Relembra que o metodismo foi um movimento de renovação dentro da igreja anglicana e que a Igreja Metodista somente foi organizada depois da morte de João Wesley, sendo que hoje a Igreja Anglicana reconhece a contribuição da I. Metodista, tanto que João Wesley tem seu dia marcado no seu calendário.

O que pautava esse movimento?

EXPERIÊNCIA PESSOAL - intransferível com JESUS. Isso explica a característica acolhedora da I. Metodista. Cada um tem a sua experiência, singular, pessoal.

BUSCA DA SANTIFICAÇÃO - desenvolvimento constante da relação com Deus e com o próximo.

A GRAÇA DE DEUS - age em todo o tempo e apesar das circunstâncias.

Assim, o pensamento da I. Metodista é o de acolhimento. O que vier a mim, de maneira nenhuma lançarei fora.

Metodismo é acolhimento, inclusão, piedade, misericórdia, disciplina e oração, era assim que as comunidades metodistas que se formaram pelos cantões do nosso país se sustentavam. E a porta sempre estava aberta para aquele bêbado que, atraído pelos ecos de um coral ou pelos belos hinos, chegava falando disparates, mas era logo abraçado por um irmão ecônomo e levado para um banco e banquete, se houvesse. E sentia-se a sua falta quando ele não aparecia.

Com os atuais shows de fé estamos perdendo essas características, a Bíblia, a Escola Dominical, os cultos domésticos estão sendo esquecidos. É nisso que a comunidade de fé se sustenta. Grupos fechados constituem um perigo, como os chamados gadistas._

Outra característica que a Igreja Metodistas vem perdendo são aquelas que geram os atos de misericórdia, tão presente no movimento metodista wesleyano levando o trabalhismo inglês a se declarar fruto do movimento metodista. Isso pode ser facilmente percebido diante da grave situação de violência, corrupção e abandono da nossa sociedade, sem que a Igreja Metodista faça qualquer diferença.

A base da Igreja anteriormente era essencialmente leiga. Pastores davam assistência a diversas igrejas e pontos de pregação, não se prendendo a nenhuma delas. Sob a liderança de leigos todos oravam, pregavam, cantavam, visitavam, enfim,, era realmente uma igreja participativa.

Durante a exposição foi destacada a postura aberta com que a Igreja Metodista escreveu a sua história, citando a aproximação da Maçonaria para a aquisição de imóveis quando o objetivo era o de sua expansão, o acolhimento das escolas metodistas aos alunos de outras nacionalidades, excluídos em função da perseguição aos judeus excluídas, etc

Como relatora, depois de tantos esclarecimentos e do conhecimento de tantos nobres princípios que não podem ser perdidos, mas aprimorados, com certa amargura me pergunto: sobreviverá essa igreja genuína, discípula de Jesus, que ama e acolhe ?

A resposta pode ter vindo na noite de domingo no culto na Igreja Metodista em Belisário, onde sentimos fortalecer a nossa esperança ao participarmos de um gostoso culto numa igrejinha acolhedora, dinâmica nos cânticos pela congregação e pelo lindo grupo de juvenis, acompanhados por violão e flautas, para onde um casal caminha com três filhos por três quilômetros, sob a chuva, para dele participar, onde um bêbado teve o seu acolhimento .
Nessa esperança caminharemos certos de que as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

De como chegamos a Belisário

De como chegamos a Belisário

O Encontro Caipira em Belisário, para a turma de Juiz de Fora, começou com uma aventura. Dá até pra contar em capítulos e sorver cada um. Pois se teve até fragoso alcantil com sabor de mel passando pela doçura da jabuticaba, tudo isso regado à comida mineira do Pinheiro.

Só relatar? Nem pensar... Belisário, com a global D. Nina, uma igrejinha singela sempre esperando... esperando. ..., mas com um grupo de juvenis que canta com a alma, um bêbado que entra porque encontrou a porta aberta, já fez e continua fazendo a história desse metodismo em terras mineiras, que é brasileiro, wesleyano... e não desiste nunca.

Caía uma chuva fina quando saímos daqui numa sprinter, capitaneados pelo Arthur, resguardados pelo pastor Moisés e Messias. Até Itamburi, tudo bem. O rali começou mesmo nos 30 km que faltavam pra chegar a Beli. Aliás, uma placa já avisava: Aqui termina o compromisso do governo estadual.Mas o Cléber logo chegou com sua camionete para nos socorrer.Fizemos baldeação numa Kombi. Na estrada de terra, caminhão parado, carro caído numa vala, tudo escorregando que nem quiabo. Há qto tempo não enfrentava uma situação dessas!

Nossos valorosos homens, metodistas de barro e raiz, arregaçaram as mangas, ops, as calças e solidarizaram- se com quem necessitava de ajuda...amassaram o barro. Qualquer alusão aos pastores e missionários que se enveredaram pelos lamaçais de nossas precárias estradas para implantar essa igreja que alguns ou muitos têm dado pouco valor é desnecessária. A imagem por si só diz tudo.

E lá chegamos. Maravilhosa recepção com faixa e tudo. Cléber, Miriam, D. Nina; Na cozinha, Pinheiro, Cibele e outros já com um delicioso frango com quiabo quase no jeito.Estreitamos abraços, conhecemos e reconhecemos amigos da rede. Chovia. Chovia muito. Eram bênçãos sem medida caindo sobre nós.

Acomodação, almoço caipira,hora do ”quimo” e bocas à obra:feitas as apresentações, um delicioso culto de abertura com a liturgia preparada pelo rev. Messias deu início aos trabalhos.Destaco a participaçãode todos na liturgia. A mensagem inspiradora, baseada em Filipenses 3 12 a 16 foi trazida pelo rev.. Sérgio Arantes.

A seguir Jaider,com firmeza, criatividade e expressividade, apresenta o tema:Quem somos nós? O que pretendemos? Depois rev.. Messias , mto bem embasado,desenvolve o tema Que Metodismo é Esse? Essas apresentações rendem, mediada pelo Arthur, uma plenária acalorada até quase meia-noite. É lógico que paramos para jantar, cafezinho, tudo mto mineiramente. Mas detalhes dessa útima parte só no próximo capítulo.