sábado, 19 de julho de 2014

Morre em Campinas, aos 80 anos, o escritor e teólogo Rubem Alves

Morre em Campinas, aos 80 anos, o escritor e teólogo Rubem Alves


  • O escritor Rubem Alves
    O escritor Rubem Alves
Morreu na manhã deste sábado (19), às 11h50, o escritor Rubem Alves, aos 80 anos. A informação foi confirmada aoUOL pela assessoria de imprensa do Hospital Centro Médico de Campinas, onde Rubem estava internado desde o último dia 10 de julho.
Segundo o hospital, Rubem veio a óbito por falência múltipla dos órgãos. Ele estava na UTI por apresentar insuficiência respiratória devido a uma pneumonia. O escritor, psicanalista, teólogo e educador era considerado um dos maiores pensadores contemporâneos da educação no Brasil.
O velório de Rubem será realizado no Plenário da Câmara Municipal de Campinas a partir das 19h deste sábado. O corpo do escritor será cremado no Crematório Metropolitando Primaveras, em Guarulhos (Grande São Paulo).
Rubem era casado com Lidia Nopper Alves e deixa três filhos.
Biografia
A trajetória de Rubem Alves foi em muito forjada e influenciada pela religião. Na juventude no Rio de Janeiro, encontrou no divino um abrigo para as maldosas brincadeiras das quais era alvo de seus colegas de escola, que o viam como um caipira de Minas Gerais – é que ele nasceu no dia 15 de setembro de 1933 em Boa Esperança, quando a cidade ainda se chamava Dores da Boa Esperança. Terminado o ginásio, foi estudar teologia no Seminário Presbiteriano do Sul. Depois de formado, voltou para seu Estado natal para atuar como pastor em meio a pessoas simples e pobres.
Nesse momento, já forjava o pensamento que seria um dos pilares da Teologia da Libertação, movimento que propunha que a religião fosse interpretada e praticada sob a perspectiva dos mais pobres, questionando, por exemplo, a noção de pecado e baseando-se, principalmente, em princípios de amor e na liberdade. Acreditava que a religião deveria ser mais um meio para melhorar o mundo dos vivos do que para garantir algo às pessoas depois de mortas. Contudo, suas ideias não foram bem recebidas pela Igreja. Como o teólogo e escritor Leonardo Boff, seu colega e amigo, sofreria retaliações pelos pensamentos que expôs e pela postura que adotou.
Depois de uma temporada de estudos em Nova York, voltou ao Brasil logo após o golpe militar de 1964 e foi denunciado como subversivo pela Igreja Presbiteriana. Para escapar daqueles que o perseguiam, retornou aos Estados Unidos junto de sua família. Lá, à convite da United Presbyterian Church – EUA (a Igreja Presbiteriana estadunidense) e do presidente do seminário teológico de Princeton, escreveu sua tese de doutorado, intitulada "Towards a Theology of Liberation", na qual colocava no papel as ideias que tomariam corpo como movimento.

Retornou ao Brasil já Ph.D, quando rompeu com a Igreja Presbiteriana e ficou desempregado. Voltaria a trabalhar lecionando no ensino superior, na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Rio Claro, e, a partir de 1974, seria professor da Unicamp até a sua aposentadoria.
Casou-se em 1959 com Lídia Nopper e juntos tiveram três filhos, Sérgio, Marcos e Raquel. Graças à garota, começou a escrever histórias para crianças. Dedicou-se à literatura e à poesia, entendia que ambas eram alimento para o corpo e agrado para a alma. Escrevendo realizou seu frustrado sonho de ser pianista. Via nas palavras o dom que lhe faltava para as notas musicais. Inspirado por Albert Camus, Nietzsche, Jorge Luis Borges, Roland Barthes, Fernando Pessoa e Manoel de Barros, dentre muitos outros, tornou-se um dos escritores brasileiros mais prolíficos e queridos.
Sua obra conta com mais de uma centena de livros –divididos entre infantis, de crônicas, educação, religião, teologia e até biografia ("Gandhi: a Magia dos Gestos Poéticos") –, dentre os quais merecem destaque "Ostra feliz não faz pérola", segundo colocado na categoria "Contos e crônicas" do prêmio Jabuti de 2009, "O que é religião", livro de introdução ao pensamento religioso, "A alegria de ensinar", no qual discute o conhecimento e as formas de transmiti-lo de geração a geração, "A Escola que Sempre Sonhei", também sobre educação, e os infantis "A Pipa e a Flor", "A Menina e o Pássaro Encantado" e "A Volta do Pássaro Encantado". Entendia que deveria abordar temas de complexidade filosófica de modo simples e compreensível, para que fossem acessíveis ao maior número de pessoas possível.

Na década de 1980, tornou-se psicanalista –dizia-se heterodoxo, pois acreditava que a beleza habitava as profundezas do inconsciente. Teve sua própria clínica até 2004 e de seus pacientes tirou inspiração para boa parte de suas crônicas. Em depoimento publicado no site de Rubem Alves, Leonardo Boff disse que o amigo "transformou-se em mestre com pontos de vista originais sobre os mais diversos assuntos. Ele sabe falar poeticamente do prosaico e prosaicamente do poético. Na minha opinião, é um dos que melhor maneja a língua portuguesa em nossa geração com uma elegância e leveza de estilo que nos causam verdadeiro fascínio".
A formação humanista, o apreço pelas artes, o questionamento do poder e a carreira acadêmica transformaram Rubem Alves em um grande e respeitado educador – talvez o que melhor o defina na última parte de sua vida. Pensando sobre a educação, passou a questionar o modelo de ensino estabelecido, afirmava que a função do professor deveria ser a de provocar os alunos a procurarem respostas para as perguntas adotando uma posição mais próxima aos aprendizes, e não mais o adulto que simplesmente despeja conteúdos. O ambiente de aprendizado também deveria passar por mudanças profundas, aproximando-se mais das próprias casas das crianças, onde os cômodos serviriam como espécies de laboratórios íntimos que despertariam a atenção dos pequenos para as matérias a serem ensinadas. "A escola, querendo ou não, é um ambiente artificial. A vida não está acontecendo lá", declarou em entrevista à revista Educar para Crescer.
Em seu site, escreveu "Minha estrela é a educação. Educar não é ensinar matemática, física, química, geografia, português. Essas coisas podem ser aprendidas nos livros e nos computadores. Dispensam a presença do educador. Educar é outra coisa. De um educador pode-se dizer o que Cecília Meireles disse de sua avó – que foi quem a educou: 'O seu corpo era um espelho pensante do universo'. O educador é um corpo cheio de mundos.... A primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O mundo é maravilhoso, está cheio de coisas assombrosas. Zaratustra ria vendo borboletas e bolhas de sabão. A Adélia ria vendo tanajuras em voo e um pé de mato que dava flor amarela. Eu rio vendo conchas, teias de aranha e pipocas estourando... Quem vê bem nunca fica entediado com a vida. O educador aponta e sorri – e contempla os olhos do discípulo. Quando seus olhos sorriem, ele se sente feliz. Estão vendo a mesma coisa. Quando digo que minha paixão é a educação estou dizendo que desejo ter a alegria de ver os olhos dos meus discípulos, especialmente os olhos das crianças". Por essa colocar em prática essa linha de pensamento, receberia o título de professor emérito da Unicamp, em 1996, o prêmio "O educador que queremos", oferecido pela PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais), em 2003. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A Fé Reflexiva


A Fé Reflexiva


reflexão
Carl Gustav Jung, psicólogo cristão, estabeleceu o conceito de individuação como centro de sua Psicologia. A individuação é, segundo Jung, o processo pelo qual a pessoa torna-se progressivamente durante toda a vida o ser pleno, unificado, tal qual almejado por Deus.(*1) Partindo do pressuposto de Jung, a fé reflexiva é resultado da individuação humana. Sem ambas é impossível tornar-se o ser pleno almejado por Deus.
Neste sentido pode-se retomar à visão do fundador do Metodismo. Wesley submeteu-se à fé reflexiva e foi esta submissão que o conduziu ao encontro do verdadeiro sentido de ser cristão e de possuir uma fé autêntica, à partir das dúvidas e dificuldades inerentes ao caminhar da fé. Em sua auto-análise Wesley chegou a confessar: Meus amigos afirmam que sou louco, porque eu digo que não era um cristão há anos atrás. Eu afirmo que não sou um cristão agora. Na verdade, o que eu possa ter sido eu não sei, se eu tivesse sido fiel à graça recebida [no dia 24 de maio], quando, esperando nada menos, eu recebi tal sensação de perdão dos meus pecados como até aquele tempo eu não conhecia. Mas que não sou um cristão, neste dia, eu tenho tanta certeza como de que Jesus é o Cristo. (…) embora tenha dado e ainda dou, todos os meus bens para alimentar os pobres, eu não sou um cristão.(*2)
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Aqui percebe-se que Wesley não concebe a fé como um estado acabado. HEITZENRATER afirma: Wesley estava consciente do seu próprio [limite e] desenvolvimento teológico e espiritual; ele estava igualmente preocupado com a caminhada religiosa e intelectual de seus seguidores(*3). De modo muito especial, havia uma preocupação com aqueles que estariam na linha de frente das congregações, pois caso não houvesse capacitação adequada, em todos os sentidos, o trabalho resultaria em fracasso. Diante de tal fato mencionou sua decepção nas minutes: Quase todas as sementes caíram à beira da estrada; poucos frutos dela permanecem. (*4) Por isto, desde os primórdios do movimento metodista, Wesley tratou com seriedade, às vezes até extrema, da formação de seus pregadores.
Diante da força da necessidade de seu tempo, Wesley se viu compelido a aceitar pessoas com baixa formação educacional, todavia, a estas não dedicou complacência, ao contrário, ele e seu irmão Carlos constantemente examinavam o desenvolvimento dos pregadores e não era incomum que destituíssem os que não respondiam às expectativas que os irmãos consideravam razoáveis para o trabalho pastoral. Certa feita, num dos exames para pregadores incorreu-se sobre os hábitos de leitura; quando Wesley constatou o não cumprimento das leituras sugeridas, questionou: Não estão muitos de nós ainda carecendo de seriedade?(*5) Em outra ocasião, quando um dos pregadores reclamou da quantidade de leituras exigidas, afirmando que não gostava de ler, Weley foi categórico dizendo algo assim: Então trate de gostar ou arrume outra profissão.
O Espírito Santo que sopra no meio da Igreja e derrama fogo no meio do povo é o mesmo que age nas salas das universidades e nos círculos de estudos bíblicos. Um discurso “espiritualista” equivocado separa os lugares de atuação do Espírito Santo e pode ser usado como apologia da arrogância, da ignorância e da preguiça intelectual. Ao cairmos nesta armadilha, poderemos até nos iludir com uma aparente germinação de sementes; o problema será ver os frutos.
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É preciso nos lembramos dos ensinos e da espiritualidade de Dietrich Bonhoeffer, pastor e teólogo o qual até os momentos que antecederam a sua morte sob o regime nazista, jamais deixou de se conduzir e desafiar outros a um compromisso com a fé reflexiva: Sempre de novo deverá ser examinado qual é a vontade de Deus, porque ela (…) não é um sistema de regras pré-fixadas, mas cada vez nova e diferente nas diferentes situações da vida. Coração, raciocínio, observação e experiência devem ser conjugadas para este exame. Ele é tão sério justamente porque já não se trata mais do próprio saber a respeito do bem e do mal, mas da vontade viva de Deus, (…) Nem a voz do coração, nem alguma inspiração, nem tampouco algum princípio de validade universal podem ainda ser confundidos com a vontade de Deus que se revela sempre nova somente a quem sempre procede deste exame.(*6)
Quando a fé é alicerçada na razão o ser humano aprende melhor a lidar consigo mesmo e com a divindade. Lembremo-nos da palavra de Santo Agostinho: A fé e a razão caminham juntas, mas a fé vai mais longe.
____________
*1. R. A. JOHNSON, He: A chave do entendimento da psicologia masculina, p. 15
*2. Richard P. HEITZENRATER, Wesley e o povo chamado metodista, p. 90
*3. Richard P. HEITZENRATER, Wesley e o povo chamado metodista, prefácio
*4. Apud. Richard P. HEITZENRATER, Wesley e o povo chamado metodista, p. 165
*5. Apud. Richard P. HEITZENRATER, Wesley e o povo chamado metodista, p. 205
*6. Dietrich BONHOEFFER, Ética, p. 28

sábado, 12 de julho de 2014

Manifesto de religiosas e religiosos em favor do povo palestino

Manifesto de religiosas e religiosos em favor do povo palestino

O movimento Kairós Palestina Brasil, formado por teólogas e teólogos brasileiros, face à grave crise humanitária provocada pelos ataques de Israel contra a população civil residente na Faixa de Gaza, elaborou o seguinte manifesto a ser entregue ao governo federal brasileiro através do CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs: 



Nós, líderes religiosos de diversas confissões de fé, igrejas, comunidades e pastorais nos dirigimos ao governo brasileiro desde nossa espiritualidade de compaixão, solidariedade e afirmação da paz com justiça e solicitamos: 

1- Que o governo brasileiro se pronuncie abertamente contra as agressões que o Estado de Israel impõe à população palestina em Gaza e na Cisjordânia numa guerra movida pela vingança e punição coletiva; 

2- Que o governo brasileiro use todos os caminhos e instrumentos do direito internacional para terminar com a ocupação israelense na Palestina; 

3- Que o governo brasileiro interrompa e termine com todas as relações militares como Estado de Israel, em especial com a empresa Elbit; 

4- Que o governo brasileiro não estabeleça relações econômicas com empresas baseadas nos assentamentos ilegais de Israel na Cisjordânia. 

Em nome do Povo que espera, na graça da Fé em Deus de todos os Nomes queremos a Paz.

Para subscrever o documento, que será entregue na terça-feira (15/07), basta acessar a página do Facebook de Kairós Palestina Brasil e acrescentar um comentário, informando nome completo, filiação religiosa e cidade.

Kairós Palestina Brasil: http://kairosbrasil.com/sobre
Página de Kairós no Facebook: https://www.facebook.com/kairospalestinabrasil?fref=ts

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Metodistas na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2014 - São Paulo/SP

Metodistas na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2014 - São Paulo/SP 




A juventude da Igreja Metodista em Vila Mariana-SP, a REJU/SP (Rede Ecumênica da Juventude) e a Pastoral da Juventude-Itaquera (Igreja Católica) realizaram no dia 07 de junho o CineJuventude, com a intenção de discutir a intolerância religiosa. O filme assistido foi "Agora", com Rachel Weiss, e ao final aconteceu a discussão sobre o filme.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Metodistas na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2014 - Belém/PA

Metodistas na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2014 - Belém/PA



Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2014 – Belém do Pará - Acaso Cristo está dividido?

Pelo Rev. Marcos F. Barros de Souza – IEAB – CAIC e Teresa Higashi – Metodistas Ecumênicos.

A Celebração de abertura realizou-se no domingo 01/06 na Paróquia Catedral de Santa Maria – IEAB. Animada pelo grupo de música da própria Catedral.  Foi uma Celebração linda, que misturou a liturgia da SOUC com a da Catedral, como a eucaristia dominical da comunidade.  Com a presença de pessoas de todas as Igrejas e Entidades ecumênicas membro do CAIC, que junto com a membresia da Catedral encheu a casa.       

Bastante animado, participativo, e oficiado pela equipe responsável pela organização e da SOUC 2014, o culto foi também marcado pelo aniversário da Prª. Marga Roth, IECLB, que é uma das colunas do Movimento Ecumênico em Belém, e estando presente, nos deu grande alegria. Ela foi homenageada pela filha, Iva Roth, pela Paróquia da IECLB – Belém, pela atual Coordenação do CAIC, e pelos Metodistas Ecumênicos de Belém. 

Na segunda-feira, foi por conta do Grupo de Pesquisa de Ciência da Religião da UEPA, que usou o espaço da Catedral Anglicana. A celebração foi em memória das vítimas da ditadura militar, e foi emocionante,pelas palavras e como também pela chamada dos nomes de algumas pessoas mortas e desaparecidas, onde todaa assembléia respondia com a presença, e era então acesa uma vela em nome daquela vítima.

O terceiro dia foi do CEBI – Centro de Estudos Bíblicos, e aconteceu em um auditório da Capela de Nossa Senhora de Lourdes, que foi muito participativa, circular, e dinâmica como o CEBI costuma fazer. A Palavra ocupou o centro do encontro, e houve discussão dos textos bíblicos, e cada grupo trouxe para a plenária o resultado em forma de orações. A celebração culminou com uma grande roda de ciranda, e calorosos abraços fraternos. 

A quarta-feira foi da Celebração da Paróquia Luterana (IECLB). Com seu jeito circula de Oca, a comunidade recebeu os irmãos e as irmãs das outras denominações. Animada pelo grupo musical da casa, a celebração teve momentos como momentos fortes a Palavra, as orações os testemunhos de que nos momentos de “solidão”, os irmãos e irmãs ecumênicos estão juntos e dando força. Mostrando o carinho e o amor de Deus. Foram momentos de fortalecimento do Espírito da Unidade, que nos vez muito bem. 

Na quinta-feira a celebração foi por conta da Igreja Católica Apostólica Romana, e foi na Paróquia S. Francisco Xavier.  A Paróquia nos recebeu com muito carinho, e foi notável a mobilização da Igreja para participar, inclusive com a presença de vários padres, e além do Dom Teodoro, bispo auxiliar da Arque-diocese de Belém, e responsável pelo ecumenismo, e presidente da Pastoral Ecumênica, esteve também presente Dom Irineu, que também é Bispo auxiliar da Arquidiocese de Belém. Fomos animado também pelo ministério de musica da comunidade. Acendemos as sete velas da Menorá, cada uma delas representando uma instituição membro do CAIC. O templo da Igreja é grande, mas mesmo assim quase encheu. Foram momentos de muito afeto e fraternidade. 

Sexta-feira a celebração e foi uma parceria entre a IPI e os Metodistas Ecumênicos, e aconteceu na Igreja da IPI de Belém. Também nesta celebração a meditação da Palavra, foi feita em partilha, as pessoas presentes foram divididas em quatro grupos, e cada grupo ficou com a responsabilidade de refletir em um dos quatro textos da liturgia, e depois alguém de cada grupo fez um resumo das opiniões do grupo. O que gerou muitas e diferentes opiniões.

No sábado, 07 de junho tivemos a celebração de encerramento, que nos últimos anos tem seu lugar cativo (já virou tradição): O Centro Mariápolis Glória, do Movimento dos Focolares. O encontro começou com o café da manhã partilhado, seguido da celebração de encerramento. Encontravam-se presentes representantes de todas as Igrejas e movimentos que fazem parte do CAIC, assim como, este ano, contou com a participação de um pastor da Igreja Assembléia de Deus de Anápolis. D. Teodoro, também esteve pré-sente; o bispo da Igreja Anglicana, por motivo de saúde, não pôde comparecer. A Palavra foi partilhada em duplas e houve muitos testemunhos sobre a unidade, muito canto, inclusiva o Carimbó dançado por algumas pessoas, e a musica foi um trabalho ecumênico. Uma bela celebração que finalizou com o delicioso almoço preparado pelo pessoal que acolheu o evento.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Metodistas na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2014 - Maringá/PR

Metodistas na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2014 - Maringá/PR


"Acaso está Cristo dividido?" Essa pergunta foi repetida em todas celebrações da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos ocorrida em Maringá e cidades vizinhas sob a  coordenação do MECUM- Movimento Ecumênico de Maringá e Região. Católicos, Luteranos, Anglicanos e membros individuais da Igreja Metodista e de outras igrejas demonstram o esforço frente aos desafios bíblicos de promover a paz a unidade.




Foto da Cruz Ecumênica do Movimente Ecumênico de Maringá





Foto da participação do Rev. Steve Newnum na Catedral com a direção do Padre Virgílio Cabralna quinta-feira




Foto da celebração na Comunidade Anglicana no Sábado

A Celebração da quarta-feira contou com a participação especial de Dom Manuel João Francisco, presidente do CONIC, que enfatizou a necessidade do testemunho frente a desunião entre cristãos católicos e cristãos evangélicos. Nos momentos de preces foram lembradas as necessidades missionárias que necessitam de uma participação mais  efetiva dos cristãos tais como a corrupção, a violência, os doentes com HIV, as violações de direitos humanos nas prisões, a defesa das crianças e adolescentes, a falta de alimentos que ainda atinge grande parte da humanidade, etc...


Dom Manuel durante a celebração na Igreja Nossa Senhora do Rosário sob a direção do Padre Nelson Maia

Todas as prédicas da Semana  conduziram para o entendimento de que o mundo poderia ser um pedacinho do céu se, as diferenças fossem colocadas ao lado em favor dos que sofrem, em favor das transformações sociais que dependem do impulso e da pressão sobre aqueles que estão no poder.  Ser sal e luz, frente as urgências de um mundo carente de piedade é algo que deve  deve marcar a caminhada da igreja e dos cristão que se identificam com o Jesus de Nazaré.


No dia 20 e 21 de Setembro acontecerá em Maringá o I Encontro Estadual Ecumênico Coordenado pelo MECUM e CONIC para saber mais - http://www.a12.com/noticias/detalhes/maringa-sediara-o-primeiro-encontro-estadual-ecumenico-do-parana ou entre em contato com a Presidente do Mecum - Vera Lucia Menegoti Tasca pelo email - vlmtasca@gmail.comVisite o Face do Mecum Maringá.

Informe de Maria Newnum - Igreja Metodista de Terra Rica

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Metodistas na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2014 - Juiz de Fora/MG

Metodistas na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2014 - Juiz de Fora/MG












Na noite dessa quinta-feira (5), uma celebração ecumênica reuniu representantes de diferentes religiões cristãs no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio, em Juiz de Fora. O encontro foi realizado graças à Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC), que começou no dia 1º de junho e vai até este domingo (8). O tema deste ano é “Acaso Cristo está dividido?” (1Cor 1,1-17).

Estiveram presentes o arcebispo metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, o Pastor Messias Valverde, da Igreja Metodista, o Pastor-auxiliar da Primeira Igreja Batista de Juiz de Fora, Samuel da Silva Figueiredo e os pastores da Igreja Metodista Bela Aurora, Moisés Coppe e Jovanir Laje.

Durante o encontro, todos destacaram a importância da ocasião, concordando com o fato de que o desejo pela união deve superar possíveis divergências. Segundo Dom Gil, a unidade é algo indispensável para se louvar a Deus com perfeição. “É verdade que, infelizmente, os cristãos vivem separados, mas por outro lado há muita coisa que nos une, e essas coisas não podem ficar perdidas. A SOUC não só se compõe de preces, de celebrações, mas também de um esforço meditativo no sentido de procurar sempre os caminhos que possam nos unir”.

Pastor Messias concorda com o arcebispo e afirma que a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos retoma uma recomendação central do Evangelho na oração do próprio Jesus. “Temos diversos títulos, mas foi o mesmo Cristianismo que desenvolveu essas tradições. O mínimo que podemos esperar é que elas vivam unidas, respeitando as diferenças que possam existir entre uma e outra. As divergências não podem ser, de forma nenhuma, obstáculo para que nós, cristãos, vivamos unidos, porque nega a nossa raiz comum”, finaliza.

Notícia publicada originalmente em: http://www.arquidiocesejuizdefora.org.br/noticias/3023