sábado, 21 de julho de 2012

Oração da Manhã - 21 de Julho de 2012 - Encontro Nacional dos Metodistas Confessantes

Oração da Manhã - 21 de Julho de 2012 - Encontro Nacional dos Metodistas Confessantes







Palavras de Boas Vindas
Quanta riqueza existe na multiformidade! Somos pessoas diferentes. Temos vivências diferentes. Temos olhares, saberes e sentimentos diferentes uns dos outros. Viemos de lugares distintos, temos nomes e sobrenomes diversos, temos sotaques, línguas e formas diversas, temos buscas diferentes. Contudo, podemos nos reunir aqui e nos enriquecer com a diversidade de cores, sabores, gestos e saberes. Que nestes dias possamos nos acolher, nos conhecer e nos fortalecer em amor, alegria e comunhão! Amém!




Canção da Chegada                                                                              
Flávio Irala / Valdomiro de Oliveira
1.     Estamos aqui, Senhor,
Viemos de todo lugar.
Trazemos um pouco do que somos,
Pra nossa fé partilhar.
        Trazendo o nosso louvor,
Um canto de alegria;
Trazendo a nossa vontade
De ver raiar um novo dia.
2.     Estamos aqui, Senhor,
Cercando esta mesa comum.
Trazendo ideias diferentes,
Mas em Cristo somos um.
        E quando sairmos daqui,
Nós vamos para voltar.
Na força da esperança
E na coragem de lutar.

Oração do Povo
Laranja: Trazemos em nossos pés o pó de longos caminhos; o cansaço, as feridas, mas também o desejo de reunir-nos para quebrar fronteiras, caminhando rumo à vida.
Todos/as: Fonte da Vida reúne o teu povo!
Azul: Tuas mãos e nossas mãos nos aproximam para novas relações, novos toques de amor e esperança, de força e coragem que saram, bendizem e enfrentam as injustiças.
Todos/as: Deus de amor transforma o teu povo!
Vermelha: Em nossas entranhas se escondem as nossas dores e as dores de nossos povos. Ajuda-nos a parir a vida. Que a chama do Espírito de amor seja acesa em nossos corações com o fogo que faz novas todas as coisas.
Todos/as: Espírito de Luz ilumina teu povo! acender a vela principal que estará no altar
Verde: Quando vemos as cores de tua criação e nos rodeiam o silêncio e os sons, temos a certeza de que somos teus olhos. Sentimos em nossa diversidade a beleza e grandiosidade da criação.
Todos/as: Deus da paz bendize o povo reunido! Que assim seja!



Dias Melhores                                                                          
Jota Quest / Rogério Flausino
1.     Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos para trás
2.     Vivemos esperando
O dia em que seremos melhores
Melhores no amor, melhores na dor
Melhores em tudo
3.     Vivemos esperando
O dia em que seremos para sempre
Vivemos esperando
Dias melhores para sempre
4.     Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos para trás
5.     Vivemos esperando
O dia em que seremos melhores
Melhores no amor, melhores na dor
Melhores em tudo
6.     Vivemos esperando
O dia em que seremos para sempre
Vivemos esperando
Dias melhores para sempre


Salmo 32                                                                              
(Bíblia na Linguagem de Hoje)
Feliz aquele cujas maldades Deus perdoa e cujos pecados ele apaga! Feliz aquele que o Deus Eterno não acusa de fazer coisas más e que não age com falsidade! Enquanto não confessei o meu pecado, eu me cansava, chorando o dia inteiro. De dia e de noite, tu me castigaste, ó Deus, e as minhas forças se acabaram como o sereno que seca no calor do verão. Então eu te confessei o meu pecado e não escondi a minha maldade. Resolvi confessar tudo a ti, e tu perdoaste todos os meus pecados. Por isso, nos momentos de angústia, todos os que são fiéis a ti devem orar. Assim, quando as grandes ondas de sofrimento vierem, não chegarão até eles.
Tu és o meu esconderijo; tu me livras da aflição. Eu canto bem alto a tua salvação, pois me tens protegido. O Deus Eterno me disse: "Eu lhe ensinarei o caminho por onde você deve ir; eu vou guiá-lo e orientá-lo. Não seja uma pessoa sem juízo como o cavalo ou a mula, que precisam ser guiados com cabresto e rédeas para que obedeçam." Os maus sofrem muito, mas os que confiam no Deus Eterno são protegidos pelo seu amor. Todos vocês que são corretos, alegrem-se e fiquem contentes por causa daquilo que o Eterno tem feito! Cantem de alegria, todos vocês que são obedientes a ele!

Meditação                                                                                              
Derrel Santee
Coitada da mula! É colocada no meio de pessoas que se julgam melhores que ela e tomam o direito de explorá- la! Mesmo depois de fazer tudo que é exigido, é chamada de “burra”. Passa a vida sendo guiada com cabrestos e rédeas. Não chega a ser dona de si e ter liberdade de se realizar... É serviçal, dirigida por forças maiores. É condenada a viver em função das exigências dos outros. Coitada!...
Até que ponto somos iguais a mula? Vivemos em função das exigências dos outros? Tomamos o cabresto dos valores materialistas da maioria e somos guiados pelas rédeas das expectativas sociais?
Somos cercados por instrumentos de manipulação – tudo em nome da ordem e da felicidade. Mas, na realidade, estas pressões têm uma finalidade única – lucro econômico e político para os que já são privilegiados.
Existe uma variedade de “máfias” que exercem influência em nossa sociedade colocando cabrestos e rédeas na população: as políticas, as econômicas, as religiosas e as marginalizadas. As políticas fazem o discurso de justiça e bem estar social, mas, na prática, conseguem aumentar seus próprios rendimentos e privilégios à custa dos demais. As econômicas promovem consumismo, criando novas “necessidades”, projetando a imagem que estes novos produtos e modas trazem felicidade. As religiosas prometem salvação da alma, libertação dos demônios, e prosperidade, mas ajuntam multidões para arrancar ofertas, construir templos e criar impérios econômicos e políticos. Mas a exploração, violência e corrupção continuam crescendo na sociedade. As marginalizadas promovem a dependência química e operam abertamente fora da lei, levando seus “clientes” a auto destruição e desgraça.
Todas estas “máfias” querem que o povo tenha “cabeça de mula”, aceitando cabrestos e rédeas. Usam as pessoas para alcançarem seu objetivo: lucro.
O grande pecado da nossa sociedade é ter “cabeça de mula”, uma cabeça não pensante e não crítica, que aceita entrar no jogo das máfias. A saída é cair na realidade, confessar o erro da conivência para si mesmo e para Deus e tomar outro rumo. O verdadeiro sentido do arrependimento é a mudança de atitude e comportamento.
Jesus não aceitou cabrestos e rédeas, nem os colocou nos outros. Dava “a César o que era do César” sem submeter-se a ele. Seu compromisso estava com o “Papai” e a criação. Voluntariamente tomou sobre si o jugo da humanidade, mas sempre como dono de si. Tomou o lugar de servo, sem ser serviçal. Deu exemplo de como servir, sem ter “cabeça de mula”!...
  
Pai Nosso Ecumênico
Pai Nosso,
Que estás nos céu, santificado seja o teu nome.
Venha o teu Reino.
Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dá hoje.
Perdoa as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, pois teu é o Reino, o poder e a glória, para sempre.
Amém!

Cremos na Vida
Luiz Carlos Ramos
Cremos na vida como presente
Mesmo aquela franzina
Que explode de um ventre inchado
No fundo de um barraco escuro
dádiva terna da Força Criadora.
Cremos na vida como conquista
Mesmo aquela que precisa ser
Invadida, tomada, ocupada;
A terra, o teto, a cidadania, a dignidade;
Promessas a serem conquistadas
tarefa vital da Palavra Encarnada.
Cremos na vida como partilha
Mesmo aquela que é escassa
Do que tira do que não tem
O suficiente para alimentar
A multidão dos nossos sonhos:
Pão para a alma, saúde para o espírito,
Ternura para o corpo:
expressão visível da Consolação
Eterna.



Mil Línguas Eu Quisera Ter
         Charles Wesley; Música: Carl Gotthelf Gläser / Louwell Mason; Trad.: Robert Hawkey Moreton
Mil línguas eu quisera ter
Para entoar louvor
À tua graça e ao teu poder,
Meu Rei e meu Senhor.
Teu santo nome, ó Redentor,
O meu amor desfaz
E traz a mim, um pecador,
Consolo, vida e paz.
Com teus remidos louvarei
O teu eterno amor
E o nome teu exaltarei,
Bondoso Salvador.
Ó Mestre amado, meu Jesus,
Ajuda-me a levar,
Por todo mundo, a tua Luz,
O teu amor sem par.

Oração de Bênção
Assim como estás no fluxo da maré
Assim como estás no início que se torna fim
E no fim que se torna em um novo começo
Esteja também conosco
Sempre – sempre presente Deus! Amor! Misericórdia.
Amém.
Fontes usados na preparação: CEBI, Derrel Santee, FATEO

Liturgia elaborada por rev.Robert Stephen Newnum para o 5º Encontro Nacional dos Metodistas Confessantes. Ilustração retirada do site http://www.cruzblanca.org/hermanoleon/index.htm


quinta-feira, 19 de julho de 2012

As Liturgias das Devocionais e Cultos do 4º Encontro Confessante (2011)

As Liturgias das Devocionais e Cultos do 4º Encontro Confessante (2011)



Enquanto aguardamos o 5º Encontro Nacional dos Metodistas Confessantes, podemos lembrar do encontro anterior. Abaixo, as liturgias dos momentos cúlticos do 4º Encontro Nacional dos Metodistas Confessantes, realizado em São Paulo, na Paróquia da Santíssima Trindade (Igreja Anglicana) em 28 e 29 de maio de 2011.


Clique nos títulos e baixe as liturgias.

Liturgia de Abertura do Encontro Confessante - Da Memória às Cinzas




Liturgia de Encerramento do Primeiro Dia do Encontro Confessante - Eu não temo a noite... vou dormir em paz





Liturgia de Encerramento do Encontro Confessante - O que vale é a amizade





Acesse também as palestras e apresentações dos quatro Encontros Confessantes anteriores: http://metodistaconfessante.blogspot.com.br/2012/07/as-palestras-e-apresentacoes-dos.html

sexta-feira, 13 de julho de 2012

As Palestras e Apresentações dos Encontros Confessantes

As Palestras e Apresentações dos Encontros Confessantes


1º Encontro Confessante: São Bernardo do Campo/SP (UMESP) - 1º de novembro de 2008


Wesley e Nós.
Apresentação do revmo. bispo Paulo Ayres Mattos


“Não tenho medo que o povo chamado metodistas deixe de existir na Europa ou na América. Somente receio que eles existam como uma seita morta, tendo a forma de religião, mas não o poder dela; e isto certamente será o caso se não conservarem a doutrina, a disciplina e o espírito com que iniciaram a jornada”.
John Wesley


A guinada reacionária que a Igreja Metodista vem sofrendo ao largo nas últimas duas décadas por causa da forte concorrência praticada no mercado dos bens religiosos imposta pelo avanço do neo-pentecostalismo e do gospel marqueteiro, é uma tentativa desesperada de se evitar o pior: a débâcle institucional do metodismo brasileiro. Digo institucional porque programaticamente temos deixado de ser metodistas de forma gradual ao longo de nossa história de mais de duzentos e cinqüenta anos. Historicamente este não foi um problema criado por nós, pois foi importado junto com os missionários.



Ler o texto completo aqui: 
http://metodistaconfessante.blogspot.com.br/2008/11/wesley-e-ns.html


2º Encontro Confessante: Belisário/MG - 1º de novembro de 2009


Que Metodismo é esse?
Apresentação do rev.Messias Valverde
(Messias Valverde em 2010 no encontro da Associação dos Gramberienses)



Em 2000 o Colégio Episcopal lançou aCarta Pastoral sobre a Aliança com Deus.Orientações Pastorais para o projeto “Renovando a Aliança com Deus”. Nela, os bispos declaram que em Is 61,1-2, Deus estaria desafiando a Igreja Metodista a uma atuação centrada no anúncio do “Ano Aceitável do Senhor” (Is 61,2).


Foi elaborado então um plano de ação com temas motivadores anuais como: no primeiro ano “o perdão”; no segundo, “Crescendo na fé e no conhecimento de Deus”; no terceiro, “Renovar a Aliança com Deus para servi-lo em todos os lugares” (p.6).


A renovação da Aliança estaria alicerçada na “mensagem do Evangelho” e nos “ensinos da prática da tradição metodista” (cf.p.7)buscando despertar “na vida e no ministério da Igreja o sentido de Igreja Corpo de Cristo: Igreja viva, cheia do Espírito Santo” (p.7).


Ler o texto completo aqui: 
http://metodistaconfessante.blogspot.com.br/2009/11/que-metodismo-e-esse.html


Indignação contra os beócios.
Apresentação do rev.Moisés Abdon Coppe
(Rev.Moisés Coppe em Belém-PA em 2011)


“Ó Deus, não fique longe de mim; ó meu Deus, apresse-se em ajudar-me (Sl 71.12). Envie relâmpagos e disperse os inimigos, atire suas flechas (Sl 144.6), e que todas as imaginações do Inimigo sejam confundidas. Recolha e faça seus estes meus sentidos; faça-me esquecer todas as coisas mundanas; conceda que eu lance fora bem depressa e despreze todos os espectros pecaminosos. Socorre-me, ó eterna Verdade, para que nenhuma vaidade me comova! Venha a mim, doçura celestial, e que toda impureza fuja de diante de sua face”.

Thomas à Kempis.

Vez por outra, sou tomado de extrema indignação. E não me indigno por causa de leviandades. Sei que elas são imaginações do inimigo e, certamente, possuem um endereço certo: minha repulsa. Indigno-me contra aqueles que, levantando a voz e com sutileza, demonstram sentimentos díspares cauterizados pelo desejo por poder. Ah! O poder, essa mísera palavra que mexe profundamente com toda a existência humana, que exalta o egoísmo embora a sede dos injustiçados seja por altruísmo. Pelo poder, mata-se; pelo poder abandona-se; pelo poder, trai-se; pelo poder, corrompe-se; pelo poder, anulam-se amizades e sonhos que outrora foram dignificantes. Perdem-se, assim, as possibilidades de um outro mundo possível.



Ler o texto completo aqui: 
http://metodistaconfessante.blogspot.com.br/2009/11/indignacao-contra-os-beocios.html




Recriando o Metodismo a partir de Pentecostes.
Apresentação do rev.Moisés Abdon Coppe


Segundo o cientista social Boaventura de Souza Santos, em sua obra A Crítica da Razão Indolente (Cortez: 2002): “Há um desassossego no ar. Temos a sensação de estar na orla do tempo, entre um presente quase a terminar e um futuro que ainda não nasceu”.


Ora, o que Santos evidencia é o fato de que o desassossego é paradoxal, pois revela-nos os excessos do determinismo e dos indeterminismos. Os primeiros estão relacionados à aceleração da rotina. Os segundos à desestabilização das expectativas. Dessa constatação, surge a ocorrência de rupturas e a eventualidade de catástrofes pessoais e comunitárias. O desassossego é, para Santos, a resultante da desorientação dos mapas cognitivos. Os mapas que sempre nos foram familiares deixaram de ser confiáveis, de onde decorre a nossa sociedade intervalar (Santos, p. 41). Assim, se decantarmos nossas intenções a uma razão indolente (preguiçosa), então, aceitaremos o futuro como ele se configura e nenhuma ação decorrerá. Mas, se ao contrário, não aceitarmos a experiência decorrente desse tempo de transições – embora seja muito obsoleto falar de transições – então alguma utopia precisa permear nossas possibilidades em mutações.


Ler o texto completo aqui:  http://metodistaconfessante.blogspot.com.br/2009/11/recriando-o-metodismo-partir-do.html

3º Encontro Confessante: Juiz de Fora/MG (Igreja Metodista em Bela Aurora) - 27 e 28 de novembro de 2010

Instituição e Acontecimento: (Notas sobre as tensões entre o eclesiástico e o eclesial  no interior da Comunidade Cristã)
Apresentação do rev.Zwinglio Motta Dias

Tanto a análise do desenvolvimento histórico da instituição Igreja como o estudo do acontecimento fundamental que deu origem ao cristianismo - ou seja, a totalidade do acontecimento cristológico - exigem um tratamento interdisciplinário que ultrapassam, e muito, as possibilidades de um enfoque da natureza do que nos é permitido apresentar num pequeno texto como este.


Mas, o problema está colocado pela própria realidade que nós, com nossa dupla identidade de latino-americanos e cristãos, experimentamos no interior de nossas instituições eclesiásticas e de nossas sociedades como um todo. As transformações históricas vividas pelas sociedades latino-americanas, especialmente nos últimos 50 anos,  impactaram as Igrejas e mudaram, positiva ou negativamente, suas atividades e formas de relacionamento com estas sociedades. Isto, por sua vez, produziu não poucas tensões entre os cristãos que, embora unidos  numa mesma intenção de fidelidade ao Evangelho, se encontram ideologicamente divididos em relação ao projeto histórico que propugnam para suas sociedades. Estas divisões atravessam as separações históricas que deram origem às diversas instituições eclesiásticas protestantes; também se encontram no interior do Catolicismo e já ultrapassaram as diferenças teológico-doutrinárias entre este e o Protestantismo. Trata-se de um verdadeiro divisor de águas ideológico que está na base das formas de mediação histórica do acontecimento cristão primordial, na medida em que este se foi cristalizando numa forma institucional.


4º Encontro Confessante: São Paulo/SP (Paróquia da Santíssima Trindade - IEAB) - 28 e 29 de Maio de 2011

Autoridade e Autoritarismo na Igreja Metodista. A clericalização e a centralização do poder através dos anos.
Apresentação de João Wesley Dornellas.

Não se tem a intenção de fazer um estudo sociológico ou filosófico sobre o Poder na Igreja Metodista nem do Autoritarismo, que poderia ser definido como a exacerbação ou abuso do poder. Também não se fará menção, que seria, aliás, pertinente, à promessa de Jesus a seus onze discípulos (Judas já havia se suicidado), pouco antes de sua Ascensão. Ou seja, que eles receberiam Poder ao descer sobre eles o Espírito Santo (At 1.8). Na realidade, em se falando de Igreja, o autoritarismo é exatamente a consequência do exercício do poder temporal sem o Poder que é o que vem da ação santificadora do Espírito Santo. Na Igreja, aquele só funciona bem quando este está presente.

O poder não é algo negativo e reprovável. Ao contrário, ele é necessário, e até imprescindível, para qualquer associação a fim de garantir sua continuidade e preservar suas normas, sendo essencial em todos os níveis da organização humana. A Igreja, composta de seres humanos e não de anjos, não fica de fora de toda a problemática do poder e, da mesma forma, da competição que ocorre em todas as estruturas sociais.


Depoimento sobre as perseguições aos Metodistas em Belém.
Apresentação de Saulo Baptista.




A perseguição à comunidade metodista em Belém se reporta aos últimos 15 anos, mais ou menos, mas tem a ver com as características mesmas do metodismo, que procuramos viver aqui em Belém do Pará. Vou relatar os fatos principais, que permitem uma compreensão da nossa realidade:


Ler o texto completo aqui: 
http://metodistaconfessante.blogspot.com.br/2011/05/depoimento-sobre-as-perseguicoes-aos.html

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Para Conhecer mais sobre Ecumenismo

Para Conhecer mais sobre Ecumenismo



  • Site da Igreja Metodista em Vila Isabel (RJ): Textos e artigos sobre ecumenismo 


http://www.metodistavilaisabel.org.br/missao_new/ecumenismo2.asp



  • Para que o mundo creia: Livro do teólogo metodista Albert Outler 

http://www.metodistavilaisabel.org.br/artigosepublicacoes/descricao.asp?n=88



  • No mesmo barco: Livro do teólogo metodista Hélerson Bastos Rodrigues


http://www.metodistavilaisabel.org.br/artigosepublicacoes/descricao.asp?n=64


  • Blog Metodistas & Ecumênic@s: artigos e textos sobre o tema




domingo, 1 de julho de 2012

Faleceu José Míguez Bonino

Faleceu José Míguez Bonino


Faleceu neste sábado, 30 de junho, em Buenos Aires, Argentina, um dos maiores teólogos latino-americanos, o metodista José Miguez-Bonino, aos 88 anos, Doutor Honoris Causa pela Universidade Metodista de São Paulo, em 2005. A morte de Miguez-Bonino representa mais uma grande perda para o Protestantismo e para o movimento ecumênico em 2012, somando-se à do biblista brasileiro Milton Schwantes.


Leia a entrevista José Míguez Bonino: reflexão e missão na América Latina, publicada pela Revista Novos Diálogos, em 25/2/2012.







Víctor Rey entrevistou alguns anos atrás José Míguez Bonino, pastor metodista, argentino, teólogo reconhecido, professor emérito do Instituto Superior de Estudos Teológicos (ISEDET); membro da Constituinte que deu à luz a nova Constituição argentina. Pensador destacado e décano dos teólogos evangélicos latino-americanos. Publicou Rostos do protestantismo latino-americano, pela Editora Sinodal, e Em busca de poder: Evangélicos e participação política na América Latina, pela Novos Diálogos. Víctor autorizou gentilmente a tradução e reprodução da entrevista [...] na Novos Diálogos…



Pode nos contar um pouco de sua vida?
Sou filho de dois imigrantes, pai galego e mãe italiana, trabalhadores do porto. Converteram-se aqui [na Argentina]. Minha mãe se converteu primeiro e meu pai a seguiu. De modo que eu estive desde pequeno na Igreja Evangélica Metodista e participei ativamente na juventude até quando senti, estudando na Faculdade de Medicina, a vocação para o ministério. Então, vim estudar teologia em Buenos Aires, e logo ingressei no pastorado da Igreja Metodista.

Assumi o pastorado como estudante na Bolívia, por um ano, e depois em Mendoza, em Buenos Aires. Então o bispo da Igreja me convidou a fazer um curso de pós-graduação para trabalhar na educação teológica. Fiz nos Estados Unidos, na Faculdade Metodista, e depois no Union Seminary, em Nova Iorque. Voltei para ensinar aqui de 1954 até 1958, e depois do doutorado em 1960, fui encarregado da direção do que era então a Faculdade Evangélica de Teologia que, ao se unir com a Faculdade Luterana de Teologia, formou o que é agora o ISEDET [Instituto Superior Evangelico de Estudios Teologicos].

Enquanto isso sempre mantive um vínculo com a igreja local, em alguns casos como pastor titular e em outros como pastor associado; e, eventualmente, por diferentes circunstâncias tive participação na Comissão de Fé e Doutrina do Conselho Mundial de Igrejas. Diria que duas ou três coisas que me marcaram foi, por um lado, a experiência que tive — justamente por participar no Movimento Ecumênico — de conhecer as igrejas da Europa, África e Ásia, e sua problemática, e a oportunidade de viajar bastante pela América Latina.

A segunda coisa foi durante o período do governo militar na Argentina. Ou melhor, pouco antes do governo militar, a formação da Assembleia Permanente pelos Direitos Humanos, com a participação de pessoas de diversas extrações políticas, religiosas, ideológicas e culturais. A Assembleia teve a responsabilidade, junto com outras organizações, de defender os Direitos Humanos, assim como a proteção, até onde fosse possível, e o apoio às pessoas que sofreram perseguição durantes estes anos. Negociou uma visão que me parece muito significativa, em relação aos esforços de solidariedade dentro da sociedade civil e o valor que eles têm nos momentos de crise.



Quais foram os fatores, autores e livros que mais contribuiram na sua formação como teólogo?
Em primeiro lugar, obviamente, fora todo o resto, a Bíblia. Eu estou convencido, desde minha infância, que finalmente ali se encontra, não respostas prontas, mas direção, condução e orientação, de modo que há a necessidade de voltar constantemente à Bíblia. Depois, eu diria que as coisas que eu li me ajudaram a examiná-la melhor. Do ponto de vista do estudo, são muito significativos para mim os comentários e trabalhos que contextualizam a História Bíblica, saber o que queria dizer, o que fez um Isaías, um Jeremias, em seu tempo, o tipo de sociedade que Jesus anuncia e o significado que tem. Ver o mundo helenístico no qual entra Paulo e como consegue falar o idioma desse mundo, sem trair nem mudar em nada a centralidade da fé.

Todo o campo de estudos bíblicos que se abre enormemente na Europa e, em particular, nas décadas de 1950, 1960 e 1970 me ajudaram muito e foi uma fonte de inspiração.

Por outro lado, talvez o tema teológico que se colocava aos estudantes de teologia na década de 1940, quando estudei, era que, por um lado, tínhamos uma herança religiosa muito pietista, muito evangélica, centrada na salvação em Jesus Cristo, na busca da santidade, na direção do Espírito Santo. Muito centrada na experiência da conversão e no crescimento da fé. Além disso, havia entrado todas as tendências liberais que nos interessavam, porque nos punha em contato com a cultura de nossos povos e como jovens evangélicos argentinos, sentíamos a necessidade de entrar e participar da cultura, da vida social de nossos povos.

Então, nas tendências liberais, especialmente no que se chamou de “evangelho social”, encontramos uma orientação para essa nossa preocupação com a cultura, com a sociedade. Mas ao mesmo tempo notamos a debilidade teológica dessa orientação, na busca de relacionar nossa tradição bíblica teológica evangélica com a preocupação social, com o âmbito cultural. Para mim e para muitos companheiros, a teologia de Barth foi sumamente significativa. Este era um teólogo que havia chamado a teologia de volta às Escrituras, mas que ao mesmo tempo participava ativamente da luta contra o racismo.

Assim, creio que isto nos atraiu e aprendemos muito. Para mim, pelo menos, foi significativo ler primeiramente alguns artigos de Barth, depois o livros sobre Romanos, a Teologia Sistemática, e junto com ela, a de outros autores ligados ao despertar teológico europeu de origem reformada, por exemplo, que nos ajudou. Também Ray Hollinworth, que critica fortemente o evangelho social por sua debilidade teológica e por seu idealismo utópico, mas ao mesmo tempo está preocupado em como se pode construir uma sociedade moral, uma vida mais justa e mais digna.



Poderia nos dar uma breve definição do que é a teologia?
Já que mencionei Barth… uma definição barthiana que para mim segue sendo vigente é a teologia como a reflexão da Igreja, à luz das Escrituras, sobre sua missão no mundo. Ainda é a melhor definição que conheço.

A que se deve que na América Latina a teologia não tenha muita presença e qual seria o futuro da teologia na América Latina?
A teologia na América Latina foi sempre uma teologia importada. Desde o princípio, a teologia espanhola da conquista foi uma teologia importada; a teologia protestante, tanto das igrejas de imigração como das igrejas de missão foi importada. Isto não me escandaliza, porque em qualquer lugar do mundo onde chega o Evangelho, alguém tem que trazê-lo. Um povo não inventa o Evangelho, tem que recebê-lo. E tem que recebê-lo de maneira que se possa dizer que toda a teologia foi de alguma forma importada, desde o nascimento do cristianismo, desde que a Palestina foi levada por Paulo ao mundo helenístico e depois muitos outros a várias partes do mundo.

Isso não me preocupa sempre que em algum momento essa teologia herdada comece a ser refletida, interpretada com relação à vida do povo onde está se enraizando o Evangelho, que leve em consideranção as experiências históricas, sociais e a tradição, mas isto não havia ocorrido na América Latina.

Há alguns textos que poderíamos mencionar, bem esporádicos, onde se tenta; mas diria que, até a década de 1940 ou 1950, não há uma tentativa séria de pensar sobre a fé recebida, herdada, vivida, e pensá-la à luz da problemática e necessidades de nossos povos. Então eu creio que recentemente começam a aparecer essas tentativas, estimuladas às vezes por outros autores de fora. Mas ao mesmo tempo, porque havia surgido já uma segunda geração de evangélicos e, em alguns casos, uma terceira que se sentia verdadeiramente parte de seu país. Então tentavam pensar nesta teologia.

Eu creio que é aí onde nascem, por um lado, algumas participações no que se chamou de Teologia da Libertação; onde começa a Fraternidade Teológica Latino-americana a trabalhar suas experiências, a partir de suas igrejas, a pensar a teologia como latino-americanos. Isso vai se aprofundando e eu creio que a partir das décadas de 1950 e 1960 começa a aparecer uma teologia latino-americana que as igrejas ainda não assumiram. Talvez pelo peso da tradição. Na realidade sempre aconteceu assim, mas creio que já há uma consciência teológica latino-americana que se expressa de muitas maneiras: movimentos estudantis, grupos de estudo etc. E que é bastante necessária, especialmente gente jovem de todas as igrejas evangélicas.

Pode-se também perceber nos seminários e institutos bíblicos o sentimento de que se necessita uma formação mais profunda, em termos da interpretação das Escrituras, como da teologia, da ética. Daí que creio que há um campo bem grande e que estas tentativas dos ultimos anos não devem ser consideradas como a última palavra, mas que têm que ser aprofundadas e enriquecidas.



Qual é a missão da Igreja hoje?
A missão da igreja está dada fundamentalmente pelo comissionamento evangélico. Nas distintas versões que encontramos nos relatos dos evangelhos, convida-se a pregar o Evangelho a todas as nações, não somente a todos os indivíduos, mas a todas as nações. Este evangelho do Reino será pregado até o dia do retorno do Senhor em glória. Na mensagem da vida, no Evangelho de João, o Senhor sopra para que esta mensagem da vida eterna seja anunciada.

Creio que a ênfase em pregar o Evangelho, de ser testemunhas do Reino de Deus e de anunciar a vida, são formas diferentes de uma mesma missão, mas tem que ser formas complementares. De modo que a missão não deve ser entendida simplesmente como uma proclamação oral do Evangelho; tampouco pode se entender unilateralmente como uma forma de vida em si mesma, que sem que se fale seja possível mostrar o significado do Reinado de Jesus Cristo na vida humana.

De modo que é necessário tomar em conjunto esta diversidade, esta amplitude que nos mostra a Bíblia, para uma concepção da missão da Igreja que seja o que hoje chamamos Integral — ou como alguns utilizam Holística —, se é que se refere à totalidade da vida.



Como você vê o povo evangélico neste momento na América Latina, e quais são seus pontos fortes e fracos?
Evidentemente, se se pensa de seus pontos fortes creio que o impulso missionário, o impulso de evangelizar é o princípio básico das Igrejas Evangélicas na América Latina.

As Igrejas na América Latina têm a consciência de que têm que anunciar o evangelho e que têm que convidar as pessoas a crer e a seguir Jesus Cristo. Assim, creio que isso é forte. A experiência dos últimos anos mostrou que responde a uma necessidade muito profunda de nossa população, nestes momentos de crise cultural, social, ética, nas quais setores crescentes de nossa população são lançados à marginalidade ou em situações muito precárias onde não se encontra o sentido da vida. Pareceria que todas as possibilidades estão esgotadas. Creio que a ansiedade e a necessidade que isso cria encontrou na pregação evangélica uma resposta, e por isso se dá o crescimento: estas são os pontos fracos.

Eu diria que nossa força e nossa fraqueza, ou seja, esta concentração enorme na ação missionária, às vezes, não foi acompanhada de crescimento tanto no aspecto espiritual mais profundo — às vezes cultivamos uma espécie de piedade bastante superficial; a piedade composta apenas de cantos fervorosos, de pregação incendiada está bom mas não tem raízes suficientes; assim, quando sobrevêm situações difíceis, facilmente se diluem ou o que é pior é levada a expressoes espetaculares que não me parece que tenham a profundidade e a seriedade que tem o evangelho.

Expressões puramente exteriores que são bastante contagiosas mas que, às vezes, nao geram um verdadeiro compromisso de toda a vida. As Igrejas Evangéicas estão tendo já, desgraçadamente, uma espécie de clientela religiosa que consome a religião mas que não produz a vida, ou seja, são clientes da religião mas não discípulos no sentido total de discipulado.

Também me parece que é extremamente perigoso mostrar o evangelho como um caminho para a prosperidade. Isto está entrando fortemente em alguns setores evangélicos, talvez com muita boa vontade e talvez respondendo a uma necessidade real, porque as pessoas necessitam poder viver, mas fazendo promessas que não são as promessas de Jesus Cristo — ele não nos prometeu que tudo iria bem, que todo mundo gostaria de nós, que vamos ser prósperos. Nos disse que o seguíssemos e que estivéssemos dispostos a levar a cruz, que o que deixássemos pelo evangelho nos seria devolvido em dois, três ou dez vezes mais, mas isso é graça; o propósito é segui-lo, o resto vem por acréscimo. Me parece que há aí um erro e é bastante fraco.

A outra fraqueza que estou alertando agora é justamente o fato de que pelo grande crescimento, o mundo evangélico passa a ser um ator social na sociedade latino-americana, tem peso, ainda não muito visível, mas tem peso. Então, estamos alertando para a tentação de aproveitar esse peso para buscar o poder para si, o que acredito é uma tentação bem grande.

Seria muito triste se nós que, como evangélicos, criticamos sempre o uso do poder legitimando religiosamente o uso do poder político pela Igreja Católica para seus próprios fins, terminássemos seguindo o mesmo exemplo; no lugar de pensar em uma cristandade católica, nós tentássemos agora uma cristandade protestante, o que seria igualmente grave. Eu não digo que não se deva pensar no tema do poder que é um tema importante e, graças a Deus, temos possibilidade de participar, mas saibamos a partir de onde participamos e qual é efetivamente uma forma evangélica de entender a vida política e social, porque senão corremos o risco de transformarmo-nos em clientes de quem nos ofereça mais. Assim, creio que aqui há outro campo no qual temos fraquezas. Mas novamente a fraqueza é nossa força porque chegamos rapidamente a ser significativos na sociedade sem ter preparado suficientemente a retaguarda teológica de formação que nos sirva para participar ativamente.



Como você vê a participação dos evangélicos na política, e me conte sobre sua própria participação política na Constituiente que formou a constituição na Argentina?
Eu vejo a participaçao dos evangélicos na política em princípio positivamente. Creio que o evangélico é um cidadão que tem responsabilidades pelo seu país e que deve exercê-las em todos os níveis. No nível religioso, mas também social, cultural, econômico, político, de modo que em princípio isto está bom. Pessoalmente não creio na formação de partidos evangélicos; creio que a experiência de partidos políticos confessionais no mundo inteiro não é positiva, já que cria uma confusao entre o que é o evangelho e o que é a política. Me parece que as duas coisas são muito importantes mas devem ter identidade própria: normalmente ou se juntam demasiadamente ou se separam. Ou seja, ou se vive o evangelho, por um lado, e a política, por outro, sem racionalizá-los, ou se mescla tanto que não se sabe quando se está político ou cristão. Me parece que eu diria não ao partido evangélico; para a participação de evangélicos na vida política, sim. E acredito que a experiência que tivemos nos últimos anos com a participação [evangélica] em vários lugares nos está mostrando ao mesmo tempo a possibilidade mas também os perigos. Temos já algumas experiências que nos advertem bastante. A experiência na América Central, me parece que nos chama a atenção para os perigos, e a experiência no Peru também. Por outro lado, nos mostra que, sim, há uma possibilidade. Eu pessoalmente nunca quis participar em um partido político sendo pastor; na realidade, eu fui filiado a um partido político na minha juventude, mas quando ingressei no ministério renunciei à filiação porque nesse momento me pareceram incompatíveis.

No caso da Assembleia Constituinte em 1994, me convidaram a participar como ex-filiado, ou seja, sem assumir filiação partidária, e pensei que isto era uma coisa bem diferente, se tratava não de uma questão partidária mas da Constituição da Nação, que é para todo o povo. Por outro lado, deixei bem claro que não assumia uma posição partidária, e que se houvessem pontos nos quais a posição do setor pelo qual eu participava, pelo qual tinha sido eleito, não a considerasse coerente com minhas convicções, não ia apoiar. Além disso, a Constituinte estava delimitada por um tempo e foi eleita para fazer as reformas, demorou quatro a cinco meses para fazê-las e terminou ali. Foi nesse sentido que aceitei a candidatura, pensando que me dava a oportunidade de participar na preparação mas que era muito difícil que chegasse a ser eleito. Fui eleito e então participei com uma preocupação principal por certas questões que me interessavam como cristão, como evangélico. Por um lado, as questões que tinham a ver com a condição de liberdade e igualdade religiosas que é o tema mais importante, já que nossa constituição era ainda uma constituição muito católica, com artigos que vinham do tempo do padroado. Então eu acreditava que havia modificações que eram necessárias. Algumas puderam ser feitas, outras não. E por outro lado, me interessava também toda a questão que tinha que ver com a distribuição do poder, ou seja, a inclusao na Constituição de formas diretas e semidiretas de democracia, que permitissem maior participação ao povo; e os temas que tinham a ver com os Direitos Humanos de toda ordem, isto é, direitos políticos mas também direitos sociais e bem particularmente o tema dos direitos dos povos indígenas. Participei principalmente nas comissões internas da Assembleia que tinham a ver com esses temas dos novos direitos, das formas de participaçao política e da questão religiosa. Nesse sentido, foi uma experiência muito positiva, ainda que eu tenha gostado de algumas coisas que surgiram da Assembeia, e de outras não; mas isso acontece quando se participa de um processo como este.


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