sexta-feira, 12 de setembro de 2014

'A Unimep é invendável', diz ex-reitor da universidade

'A Unimep é invendável', diz ex-reitor da universidade
Almir de Souza Maia manifesta sua preocupação com a possível negociação da instituição

'A Unimep é invendável', diz ex-reitor da universidade
Foto: Amanda Vieira/JP
Ex-reitor da Universidade Metodista de Piracicaba, Almir de Souza Maia é categórico ao afirmar que a Unimep é ‘invendável’. Ouvido pelo JP esta semana sobre a negociação que estaria ocorrendo nos bastidores — e que tem deixado a comunidade acadêmica apreensiva —, Maia se posiciona totalmente contrário à venda, pois tem ‘absoluta certeza de que a medida contraria os fundamentos e documentos metodistas’. Leigo da Igreja Metodista e ligado a ela, como membro, por 50 anos, ele afirma que a Unimep ‘é um patrimônio da educação universitária no Brasil’ e que a instituição deve ser preservada. Confira a entrevista.

O que é verdade e o que é especulação na polêmica envolvendo a suposta venda da Unimep? A Igreja Metodista está mesmo negociando a venda de cinco de suas oito instituições de ensino superior por um valor estimado em R$ 250 milhões, entre elas, a Unimep de Piracicaba? Desde quando ocorre esta negociação? A reportagem do Valor Econômico de 5 de agosto não foi desmentida pelos órgãos da Igreja e tudo indica que a Universidade Metodista de Piracicaba e as instituições Centro Universitário de Porto Alegre (RS), Faculdade Metodista de Santa Maria (RS), Centro Universitário Izabela Hendrix (Belo Horizonte, MG) e Faculdade de Birigui (SP) estão incluídas em um processo de discussão para venda. No entanto, não são públicas as etapas, condições e detalhamentos do processo em curso, que deve ter sido aprovado pela Coordenação Geral de Ação Missionária (COGEAM), considerando ser este o órgão administrativo superior da Igreja Metodista. Não disponho da informação de quando começou esta negociação, mas desde o início deste ano circulam informações não oficiais nos meios metodistas.

Segundo reportagem do Valor Econômico, a negociação não engloba o patrimônio imobiliário (prédios e campi), apenas os alunos e a utilização do CNPJ das instituições. Parece-me que sim, não há venda do patrimônio imobiliário. Não se trata, também, da venda da instituição mantenedora, pessoa jurídica que tem o CNPJ, mas sim da mantida. Com relação aos alunos, fala-se em “venda e compra de carteira de alunos”, questão, a meu ver, que envolve dimensões que precisam ser melhor discutidas.

A Unimep figura entre as instituições mais conceituadas do país e é considerada um patrimônio educacional de Piracicaba. O que significaria para a cidade uma perda como esta? Se a venda se confirmar, o que vai mudar para professores e alunos? Eu vou mais além, a Unimep é um patrimônio da educação universitária no Brasil, pelo que ela tem representado em termos de proposta que contempla qualidade acadêmica, corpo docente qualificado e experiente, infraestrutura de mais alto nível e compromisso social e político na formação de seus alunos. Internacionalmente reconhecida, trata-se da primeira universidade metodista fundada na América Latina, até hoje em muitos aspectos um paradigma para as outras metodistas que surgiram depois dela. Como ex-reitor e leigo metodista, trabalho na linha de que a venda, não só da Unimep, mas das demais instituições, não acontecerá. No entanto, para efeito de análise, se a venda fosse concretizada poderia desencadear para a Igreja uma série de questões da maior complexidade. Assim, creio que todos enfrentariam consequências, a começar pela Igreja e suas tradicionais e renomadas instituições de educação. Em se tratando de Piracicaba, perderíamos com a universidade sucessora, seja qual for, pois ela não teria os laços históricos, políticos e sociais que a Unimep tem e representa para a cidade e região. Nós não somos qualquer universidade, somos a Universidade de Piracicaba, que esta cidade apoiou desde os seus primórdios, com a instalação do Colégio Piracicabano há 133 anos e, mais tarde, a criação das Faculdades Integradas do Instituto Educacional Piracicabano com os primeiros cursos superiores, conhecidos como ECA, há 50 anos. Acho que alunos, professores e funcionários seriam afetados porque a proposta acadêmica, social e política da Unimep não teria sequência por mudanças de filosofia e visão educacional, conduta e postura.

Em assembleia realizada mês passado, professores, funcionários e alunos manifestaram repúdio à suposta venda da instituição. De que forma eles podem tentar impedir a venda? Apenas fazendo pressão? Conheço e concordo com a manifestação da comunidade representativa dos professores, funcionários e alunos da Unimep. Em minha fala de agradecimento ao Conselho Universitário, em 27 de agosto, afirmei: “(...) declaro concordar com o Posicionamento do Conselho Universitário sobre as notícias veiculadas e seus impactos para a Unimep, aprovado em 13 de agosto, e o Manifesto de Repúdio à suposta venda da Unimep aprovado pelas entidades representativas dos professores (Adunimep), funcionários (AFIEP) e alunos (DCE) em 13 de agosto de 2014”. Em meu entender é uma forma legítima de a comunidade se posicionar contrariamente a uma decisão que afetaria completamente a vida da instituição. Acho que a reação é fundamental e traduz o interesse, o respeito da comunidade ao projeto da universidade. Semelhantemente, manifestações estão acontecendo nas instituições do Rio Grande do Sul e de Belo Horizonte, onde também a presença histórica e educacional metodista é muito valorizada. A movimentação em Porto Alegre é anterior, pois há discussão de venda de imóveis cuja decisão tem sido contestada pela comunidade gaúcha, que já fez chegar sua preocupação com o fato até à Câmara Municipal e aos órgãos de defesa do patrimônio histórico da cidade.

Em reportagem publicada no JP, o presidente da Adunimep, Francisco Baccarin, confirmou que Unimep estaria sendo vendida com o aval da Cogeam (Coordenação Geral de Ação Missionária). O que faz o Cogeam? A Igreja Metodista é conciliar, isto significa que suas decisões são feitas por intermédio de seus concílios nos níveis local (pelo menos um por ano), regional (a cada dois anos) e geral (a cada cinco anos). No interregno dos concílios existem as respectivas coordenações missionárias — local (CLAM), regional (Coream) e geral (Cogeam). A Cogeam, composta por 14 membros, é o órgão de Administração Superior da Igreja e atua em substituição ao Concílio Geral e pode deliberar sobre assuntos da alçada do Concílio, desde que não conflite com decisão anterior daquele órgão e exceções expressas nos Cânones. Ademais, no caso das instituições educacionais, os mesmos componentes da Cogeam compõem a Assembleia Geral das entidades associadas, que são as oito Associações da Igreja Metodista, ou regiões eclesiásticas no conceito eclesial, pessoas jurídicas que podemos chamar de “proprietárias” das instituições educacionais em nível nacional.

E o Concílio Geral da Igreja? Decidiu pela venda? O Conselho Superior de Administração (Consad), órgão superior das mantenedoras, relatou a crise administrativa e financeira das instituições metodistas de educação ao 19º Concílio Geral da Igreja Metodista, realizado em 2011. Este Concílio, ao analisar o relatório, aprovou a proposta de recuperação operacional e gerencial da Rede Metodista de Educação com “realização de ativo para pagamento de dívidas visando o fortalecimento dos projetos educacionais das IMES e a sustentabilidade financeira das mesmas”, conforme registrado na ata. Pelo visto o Concílio Geral não autorizou venda de instituições educacionais, pelo contrário a Igreja reforçou a importância da educação.

Em homenagem que recebeu na Unimep, no Prêmio Ken Yamada para Lideranças Notáveis, o senhor manifestou seu descontentamento com a suposta venda e até pediu que “órgãos da Igreja Metodista reconsiderem a decisão do processo de venda, de modo que a Universidade Metodista de Piracicaba e as demais instituições envolvidas nestas decisões continuem seus projetos e seu serviço à educação brasileira”. O senhor está muito preocupado com isso? A Unimep é invendável! Manifestei publicamente a minha posição contrária à proposta de venda, pois tenho absoluta certeza de que ela contraria os fundamentos e os documentos metodistas. Como Igreja, temos de encontrar alternativas seguras, com diálogo e participação e seguindo parâmetros evangélicos. Além do mais, temos ouvido que a instituições estão em processo de crescimento e com as questões administrativas e financeiras bem encaminhadas. Sobre a Unimep, temos ouvido do próprio reitor Gustavo Alvim sobre o bom momento que passa a universidade.

Ainda no dia da homenagem, um trecho de seu discurso chamou a atenção: “Entendo que este momento é uma oportunidade que temos para ratificar o posicionamento evangélico, filosófico e político sobre a educação expresso nos documentos oficiais da Igreja Metodista — de que educação é um bem público — e recusar explicitamente tratá-la como mercadoria.” Vender a Unimep, na sua visão, seria tratar a educação como mercadoria? Infelizmente a educação nos últimos anos está sendo tratada como um promissor ramo de negócios, a começar pelas discussões no âmbito do Acordo Geral sobre Comércio de Serviços, mais conhecido pela sigla GATS, que na Organização Mundial do Comércio (OMC) está tratando de incluir a educação. No Brasil constatamos a entrada de grupos, inclusive com capital internacional, que buscam investir e crescer em número de alunos e cursos e ter lucratividade. O que importa é o resultado, o retorno financeiro do investimento. Esta situação gera uma competição entre os proprietários, mantenedores e investidores onde a lei do mercado é a que prevalece. Para os segmentos privados que trabalham com educação como compromisso, as universidades confessionais, comunitárias, filantrópicas, religiosas, sociais, etc., é uma luta entre Davi e Golias. Assim, as instituições educacionais católicas e as evangélicas, como as metodistas, são afetadas por este quadro. Para nós, educação não é mercadoria, mas é projeto de vida, emancipação humana, formação do ser humano, uma das expressões do serviço e dos valores evangélicos que pregamos e devemos viver. Para John Wesley, fundador do movimento metodista na Inglaterra no século XVIII, educação é um ato de amor e parte essencial do processo de salvação do ser humano; os documentos oficiais da Igreja Metodista vão na linha contrária a esta visão do mercado, financeira e utilitarista da educação. A educação é compromisso e espaço de defender a vida em todas as suas dimensões.

Como é possível reverter esta decisão? Primeiro, é preciso sustar a decisão de venda pelos caminhos institucionais da própria Igreja, que tem canais apropriados para encaminhar e decidir. Um deles é a Comissão Geral de Constituição e Justiça (CGCJ), que tem atribuições como a de julgar petições de direito que envolvam interesses da administração superior. É nesta linha que a CGCJ está trabalhando uma petição encaminhada pela Coordenação Regional de Ação Missionária da 2ª Região Eclesiástica (RS), que requer a sustação da decisão. Segundo, entendo que o Colégio Episcopal da Igreja tem um papel importantíssimo na condução pastoral e política, o que, com certeza, já está exercendo. Por fim, é imprescindível que sejam buscadas alternativas que encaminhem de forma segura e transparente propostas que respondam às necessidades institucionais e garantam a continuidade da missão educacional da Igreja. Pessoalmente estou esperançoso de que isto vai acontecer. Como leigo da Igreja reafirmo o meu entendimento de que nossas instituições não serão vendidas e que esta discussão acaba por fortalecê-las ainda mais.
Reportagem: Nani Camargo

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Manifesto Izabela Hendrix - Carta aberta em apoio às Instituições Metodistas de Ensino Superior

Manifesto Izabela Hendrix - Carta aberta em apoio às Instituições Metodistas de Ensino Superior



Ao: Colégio Episcopal da Igreja Metodista no Brasil
CC: Conselho Superior de Administração (CONSAD)
Coordenação Geral de Ação Missionária (COGEAM)

Os(as) professores(as) e funcionários(as) do Instituto Metodista Izabela Hendrix vêm a público declarar seu apoio às diferentes manifestações e iniciativas dos (as) educadores (as) metodistas contrários às intenções de venda das instituições metodistas de ensino superior. 

Alinhamo-nos, dessa forma, com o manifesto dos(as) professores(as), funcionários(as) e alunos(as) da Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP) e também com os integrantes da Coordenação Regional de Ação Missionária (COREAM RS), juntamente com outros segmentos comprometidos com a sólida história educacional metodista, na qual a educação é parte fundamental da missão cristã. 

Ressaltamos, após mais de 140 anos de educação metodista em terras brasileiras, o compromisso com a Missão Educacional referendado no 19º Concílio Geral da Igreja Metodista.

Nosso desapontamento ao projeto de venda das instituições repousa no extremo risco do total esvaziamento da Missão Metodista, reconhecida nacional e mundialmente pela mística da transformação social que ocorre mediante a educação, à luz da rica tradição histórica dos irmãos Wesley, para os quais se deveria unir o par há tanto tempo separado: conhecimento e piedade.

O Instituto Metodista Izabela Hendrix, na semana em que abriu as comemorações de seu 110º aniversário em Belo Horizonte, história com a qual se confunde a própria história da moderna capital mineira, se viu atordoado com as recentes informações veiculadas no dia 5 de agosto na imprensa (Jornal Valor Econômico), sobre a possível venda de cinco instituições de ensino superior, dentre elas o próprio Izabela Hendrix.

É imprescindível avaliar os riscos dessa provável operação, uma vez que a Igreja Metodista é reconhecida pelos órgãos públicos justamente pelo caráter inegável da qualidade da educação de suas instituições e de sua pujante contribuição para a educação e a transformação social em todo o país. 

Esse reconhecimento está justamente nas constantes conquistas, premiações, convênios e parcerias firmados ao longo de toda a sua história. Soma-se a esse reconhecimento o sólido esforço de seus colaboradores(as) no sentido de fortalecer a instituição e superar o desafiante momento vivido por todo o setor de ensino no país. 

Como instituição confessional, o Instituto Metodista Izabela Hendrix está com sua saúde financeira operacional equilibrada. Seus débitos estão sendo pactuados e honrados pontualmente, estando regularizada sua situação no que diz respeito a diversas certidões negativas de débito, consolidando assim seu caráter de Instituição Filantrópica. Além do cenário financeiro interno favorável, a instituição possui cerca de cinco mil alunos matriculados em seus 22 cursos de nível superior, além de mais de 350 alunos matriculados no nível básico.

Isso se alinha ao promissor futuro da educação no cenário nacional. Com a previsão de maior investimento dos recursos do pré-sal na educação e o contínuo fomento da educação técnica e superior, abrem-se novas perspectivas para as instituições cujo renomado projeto político-pedagógico atenda aos programas governamentais que pretendem colocar o Brasil na esteira dos países em desenvolvimento a partir das políticas educacionais de formação profissional de qualidade.

Além de tradicional instituição de ensino, todos os cursos do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix obtêm conceito favorável no MEC, destacando-se como uma das melhores escolas em Belo Horizonte. Uma de suas mais recentes conquistas é o Prêmio Jovem Cientista Nacional, obtido por um estudante negro e bolsista do PROUNI do curso de Arquitetura. Outra grande ênfase está na extensão mediante diversos projetos que atendem a comunidade, dentre os quais se destaca o atendimento a pacientes do SUS realizados pelo Projeto Clínica Integrada da Saúde e o atendimento jurídico a pessoas carentes por meio do Núcleo de Prática Jurídica (NPJURIH). 

Essa extensão também se estende à Igreja pelo apoio constante aos projetos da Fundação Metodista, do Projeto Missionário Passa à Macedônia e de ações das Igrejas Metodistas locais. 

Essa história começou em 1904 com a iniciativa arrojada do Concilio da Igreja Metodista e de um grupo de missionárias da Igreja Metodista dos Estados Unidos, reafirmando a educação como parte integrante da missão metodista, mediante um projeto de oferecer educação de vanguarda, fundada em princípios de liberdade, igualdade e justiça. 

Reiteramos, como metodistas e colaboradores(as), nosso dever de continuar a crer, preservar e lutar pela mística da missão educacional metodista, envidando todos os esforços pela manutenção e consolidação do rico patrimônio histórico, cultural, humano e missionário do projeto educacional semeado pelos metodistas, reconhecido não só em nossos arraiais, mas em toda a sociedade brasileira desde a educação básica até a pós- graduação. 

Belo Horizonte, 20 de agosto de 2014.
Professores(as) e colaboradores(as) metodistas do Instituto Metodista Izabela Hendrix.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Audiência no MEC discute possível venda de cinco IES Metodistas à KPMG

Audiência no MEC discute possível venda de cinco IES Metodistas à KPMG


Nesta segunda feira, dia 8 de setembro, está ocorrendo uma audiência na Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior – Seres – do MEC, em Brasília, sobre a possível negociação de cinco IES Metodistas, incluindo a Unimep – Universidade Metodista de Piracicaba, com campi em Piracicaba, Santa Barbara d`Oeste e Lins. A Igreja Metodista estaria negociando a venda de cinco de suas oito instituições de ensino superior por um valor estimado em R$ 250 milhões, conforme divulgado pelo Valor Econômico.
A audiência foi solicitada pela Confederação dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino – Contee a pedido do Sinpro Campinas e Região. Estarão presentes as diretoras Conceição Fornasari, vice-presidenta do Sindicato e Marilda Ribeiro Lemos e a Secretária das Políticas Internacionais da Contee, Maria Clotilde Lemos Petta. 
No pacote da venda estariam a Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), Faculdade de Birigui, Centro Universitário Izabela Hendrix, em Belo Horizonte, Centro Universitário de Porto Alegre (IPA) e a Faculdade Metodista Santa Maria, ambas no Rio Grande do Sul. Essas cinco instituições têm juntas cerca de 25 mil alunos – o que representa quase metade dos 53 mil estudantes da rede Metodista. A negociação não engloba o patrimônio imobiliário, apenas os alunos e a mantença (CNPJ) das instituições.
A KPMG é uma rede global conhecida pelos negócios que intermedeia. Atua em 155 países e em 13 estados do Brasil, como prestadora de serviços que “ajudam a simplificar” negócios de bancos, automóveis e escolas. A empresa criou um manual de “seis passos para o processo de internacionalização na expansão global das IES”, conforme seu portal entre as quais, a Unimep. O Sinpro Campinas e Região, ao tomar conhecimento das negociações tomou inúmeras medidas, entre as quais a elaboração de uma nota de protesto pela negociação e de apoio aos professores e professoras da UNIMEP, entrou em contato com a Fepesp e a Contee.
Esta nota destaca que “o SINPRO Campinas e Região, a FEPESP – Federação dos Professores e Auxiliares do Estado de São Paulo e a CONTEE lutam há mais de uma década contra a internacionalização, a mercantilização e a financeirização da Educação Superior Privada no país e contrários às fusões, incorporações, aquisições que vão nessa direção.”
A audiência  tem como objetivo solicitar ao Seres medidas que possam barrar este processo.

Com informações do Valor Econômico 

sábado, 6 de setembro de 2014

Segundo blog, conglomerado norte-americano Whitney apresentou oferta pelo controle das universidades metodistas

Segundo blog, conglomerado norte-americano Whitney apresentou oferta pelo controle das universidades metodistas

blog8A norte-americana Whitney teria apresentado uma oferta pelo controle de cinco universidades pertencentes à Igreja Metodista do Brasil. É negócio para mais de R$ 250 milhões. Procurada, a Igreja Metodista confirmou que "já recebeu e recebe muitas propostas" pelas universidades. Mas, segundo ela, isso não significa que "as instituições estejam à venda". Para bom entendedor...

terça-feira, 26 de agosto de 2014

CARTA ABERTA - Aos metodistas, à comunidade de ex-alunos/as e ex-professores/as e à comunidade em geral das instituições metodistas do Sul. - por Graciela Aço

CARTA ABERTA - Aos metodistas, à comunidade de ex-alunos/as e ex-professores/as e à comunidade em geral das instituições metodistas do Sul. - por Graciela Aço



Eu começo dizendo, melhor, alçando minha voz, através da palavra escrita, com um grito, que não quer calar, que vem do fundo do meu coração, que estarrece minha razão, como pessoa, como educadora que fui durante toda a minha vida, em instituições metodistas, e, acima de tudo, como cristã, que sou pela graça de Deus.

Grito de profunda tristeza, pelo que vejo, constato, ouço, leio pelos diversos meios de comunicação (redes sociais especialmente), o que está acontecendo com nossas instituições.

Grito de aflição, pelo modelo centralizador, que se instalou, que age e toma decisões mesmo contrariando a organização democrática, participativa, da Igreja Metodista; mesmo contrariando as decisões do órgão maior, o Concílio Geral. Tal modelo tem levado a ações obscuras, medidas ambíguas, resultados desastrosos, como a venda de instituições, a venda de carteira de cursos, colégios se arrastando na tentativa de sobrevivência. Tudo leva a crer e não estou só, na afirmativa que faço: há interesses particulares em jogo, possíveis vantagens para uns e outros. E a comunidade metodista é desrespeitada. Afinal, somos ou não somos uma igreja democrática e conexional?

Baixe o texto completo clicando aqui.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Posicionamento do Conselho Universitário sobre as Notícias da Venda Veiculada e seus Impactos para a UNIMEP

Posicionamento do Conselho Universitário sobre as Notícias da Venda Veiculada e seus Impactos para a UNIMEP



O Conselho Universitário da Universidade Metodista de Piracicaba-UNIMEP,
considerando:

- as decisões da COGEAM de "dar continuidade de estudos e ações para viabilizar o equacionamento das dívidas das instituições" autorizando no limite a venda da UNIMEP, dentre outras IES da Rede Metodista;
- que esta decisão contrariou deliberação unânime extraída da reunião do Conselho Superior de Administração-CONSAD, assim como do Colégio Episcopal;
- a repercussão negativa que a decisão gerou nas redes sociais, imprensa, ex-alunos, comunidade interna e externa, poder público e a própria Igreja Metodista;
- os danos que a repercussão das notícias ocasionaram à Comunidade Acadêmica e na imagem da UNIMEP perante o público externo, bem como junto aos órgãos governamentais na área de educação e pesquisa, os quais reclamarão novos e maiores esforços para o restabelecimento da confiança na seriedade do projeto institucional, 

vem expor aos órgãos superiores da Igreja Metodista o que segue:

BAIXAR AQUI O MANIFESTO DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA UNIMEP.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

MANIFESTO DE REPÚDIO À SUPOSTA VENDA DA UNIMEP - Adunimep, Afiep e DCE.

MANIFESTO DE REPÚDIO À SUPOSTA VENDA DA UNIMEP - Adunimep, Afiep e DCE.



Os professores, funcionários e alunos da Universidade Metodista de Piracicaba manifestam o seu veemente repúdio à possível venda da Unimep porque consideram essa transação uma afronta:

1. ao caráter confessional e filantrópico desta instituição de ensino;
2. ao respeito à autonomia universitária garantida no artigo 207 da Constituição de 1988, o qual determina a autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial das instituições de ensino superior do Brasil;
3. à continuidade e manutenção do Projeto Político-Pedagógico da Unimep e dos cursos que a compõem;
4. à comunidade interna e externa, às famílias e aos estudantes que fazem parte dessa instituição universitária e que, historicamente, têm reconhecido os méritos pedagógicos do seu processo de ensino, pesquisa e extensão;
5. à recuperação econômica e financeira da Universidade e à continuidade da construção de estratégias voltadas à sustentabilidade de seu projeto institucional;

Ressaltamos que a distinção da Unimep quanto ao seu caráter confessional e filantrópico é fundamental na definição de um perfil diferenciado das demais instituições de ensino superior do setor privado. Nesse perfil diferenciado está a possibilidade de contar com recursos públicos, conforme art. 77 da LDB, desde que comprovada a finalidade não lucrativa do IEP e se assuma o compromisso de aplicar seu excedente em seu projeto educacional.

Os professores, funcionários e alunos – diante da divulgação do jornal Valor Econômico (05/08/2014), sobre o teor das negociações em curso – não admitem que interesses meramente mercantis, com exclusiva finalidade lucrativa, típica do setor empresarial privado do ensino, venham abrir espaço para a mercantilização dos serviços de educação até então prestados por nossa instituição.

Nesse sentido, reafirmamos que a suposta negociação de venda da Unimep fere a autonomia universitária sob vários aspectos. Inicialmente, a autonomia garantida por lei pressupõe uma forma de gestão que confere à Universidade amplos poderes para firmar contratos, convênios, parcerias, contratar docentes e funcionários qualificados, definir processos acadêmicos-administrativos internos, implementar e manter uma estrutura adequada às suas metas de gestão.

Tudo isso tem sido, historicamente, implementado dentro de um ambiente democrático que garante a participação de professores, alunos e funcionários, radicalmente diferente do que vem ocorrendo em diversas empresas educacionais privadas não confessionais e não-filantrópicas que se encontram subordinadas à lógica do mercado e à busca do lucro. A continuidade e manutenção do Projeto Político-Pedagógico da Unimep e de seus cursos são assim ameaçadas em sua autonomia em vista de tal processo e possibilidade de mercantilização.

Desse modo, a perspectiva de se discutir e se decidir de forma autônoma os rumos da Universidade requer uma gestão que, de fato, esteja comprometida com a história e a vida unimepiana. Uma outra forma de gestão comprometeria esse Projeto de Universidade e a continuidade da construção autônoma das suas políticas, conforme os interesses da comunidade interna e da comunidade externa.

O Projeto Educacional da Unimep, na sua especificidade enquanto instituição confessional e filantrópica, reforça o seu compromisso com a cidadania como patrimônio coletivo da sociedade, demonstrando que o saber científico construído e consolidado nesta instituição está baseado numa competente formação técnica e numa clara consciência da realidade social que a cerca.

Nesse momento, toda a comunidade unimepiana encontra-se dialogando e buscando soluções que têm apresentado resultados financeiros cada vez mais animadores, demonstrando a viabilidade e a possibilidade de sustentabilidade do seu Projeto Educacional. Vale ressaltar, que os professores, funcionários e alunos têm dado significativa contribuição no processo de recuperação econômica e preserva a qualidade acadêmica da Instituição.

Lembramos que, na sua história, a Unimep já superou duas grandes crises: a “janeirada” do ano de 1985 e a “dezembrada” de 2006. Desta feita, em sua trajetória, a comunidade unimepiana sempre esteve unida em defesa de seu projeto institucional, não sendo diferente neste momento. Isto posto, professores, funcionários e alunos, por meio deste manifesto, reafirmam sua união.

Ao contrário do que foi divulgado pelo Valor Econômico, o estudo de possibilidade de venda da Unimep não pode ser justificado pelos critérios financeiros e menos ainda deve ser encaminhado como uma imposição sem diálogo com as instâncias administrativo-pedagógicas responsáveis pelo processo interno decisório desta instituição.

Finalmente, os professores, funcionários e alunos da Unimep – reunidos em Assembleia Geral de suas entidades representativas (Adunimep, Afiep e DCE) – manifestam sua contrariedade à venda da Instituição. Além disso, manifestam também sua disposição para lutar pelo embargo de possíveis negociações de venda da Unimep, defendendo dessa forma seu projeto institucional contra os interesses meramente lucrativos, lamentavelmente dominantes no mercado educacional brasileiro.

Piracicaba, 13 de agosto de 2014.
Adunimep, Afiep e DCE.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Carta Aberta à COREAM - RS * Manifesto de Apoio à COREAM - RS

Carta Aberta à COREAM - RS            
* Manifesto de Apoio à COREAM - RS


De alguns dias para cá, circula pelas redes sociais a informação de que a COREAM e o Bispo da Segunda Região Eclesiástica entraram com uma medida liminar, junto à Comissão Geral de Justiça da Igreja Metodista nacional, para sustar o andamento da venda do patrimônio líquido referente a cinco instituições de ensino metodistas brasileiras.
Embora não tenhamos acesso ao conteúdo do referido pedido de liminar, queremos manifestar o nosso apoio a tal iniciativa colegiada. Segundo nosso entender, isso mostra a preocupação dos metodistas do Rio Grande do Sul para salvaguardar o patrimônio zelado por este Estado – até o momento em que se instituiu não só uma nova mantenedora, mas também  uma nova configuração jurídica no que trata da gestão patrimonial da Associação da Igreja Metodista.
Nossa bandeira pró-Tombamento nasceu em razão das ameaças à integridade patrimonial e histórica do IPA e do Colégio Americano, e nessa luta percorremos caminhos não esperados por nós, pois o reconhecimento da memória histórica das instituições metodistas articula-se, em grande medida, com  a continuidade educacional metodista no Estado.
Em razão disso, e a partir do que vivenciamos nos últimos meses, gostaríamos de sinalizar o que segue.
Como vemos, desde a criação da Rede Metodista de Educação se iniciou um processo de grande instabilidade jurídico-administrativa nas instituições metodistas do Sul. A vida institucional das escolas metodistas gaúchas, em suas diversas esferas institucionais, foi e está sendo afetada em sua integridade patrimonial, tanto no âmbito administrativo quanto no campo pedagógico. Os fatos demonstram que a ideia de um controle remoto sobre as instituições educacionais, que lidam essencialmente com a formação humana, não funciona.
É público e notório que a mantenedora sediada em São Paulo não trabalha pela preservação das instituições metodistas do Sul. Em primeiro lugar, porque todos os recursos das instituições metodistas do Sul são contingenciados em São Paulo, nada retornando sob a forma de benfeitorias, aportes pedagógicos e serviço técnicos de qualquer espécie.
Sistematicamente, a mantenedora tem cobrado sacrifícios da comunidade educacional metodista e a forma mais gritante disso são as ondas de demissões  ordenadas por critérios numéricos estabelecidos pela mantenedora paulista. Essa política cria sobrecargas e certos vazios de profissionais no sistema metodista do Sul, causando instabilidade e deteriorando o serviço que se deve prestar à comunidade pagante. Na prática, resulta num sistemático desmonte da estrutura institucional das escolas metodista gaúchas.
A mantenedora, com todas as forças institucionais que tem, impôs ao Rio Grande do Sul uma política de extremado aperto de recursos, transferido os recursos dos alunos pagantes para São Paulo e, efetivamente, poucos sabem em que caixa esses recursos são redistribuídos. Paira a dúvida se instituições como a UMESP e a UNIMEP sofrem o mesmo tipo de arrocho quando comparadas às instituições metodistas do Sul, a ponto de estas não terem sequer um departamento de compras ou uma mínima verba para aquisição de bens de urgência cotidiana.
Ademais, quando se considera o estatuto que rege as instituições filantrópicas e os estatutos dos centros universitários, muitos perguntam sobre a consistência legal dessa transferência de capital. Ao se juntar  isso à  escassa transparência política da mantenedora com a assimétrica falta de isonomia entre as instituições que compõem a Rede, criaram-se todas as condições para a desestabilização de cima para baixo das instituições metodistas do Sul.
Foram e são os trabalhadores destas instituições que em grande medida têm buscado manter a chama viva dessa herança, adaptando-se às contingências exigidas e sofrendo com a demissão de colaboradores. E quanto aos metodistas, aliás, muito se “cortou na própria carne” nos últimos dez anos, pois ao menos trinta metodistas perderam seus postos de trabalho.
A mantenedora antecipou a suposta “crise financeira” a partir do momento em que inibiu qualquer possibilidade de iniciativa rumo ao diálogo democrático, desconhecendo por completo as características mercadológicas do ensino no Rio Grande do Sul. Tutelou remotamente seus dirigentes, tratou de fazer pouco caso a qualquer talento educacional vinculado com a Segunda Região Eclesiástica da Igreja Metodista e estrangulou financeiramente as instituições metodistas do Sul – ao mesmo tempo em que ansiava por negócios extrapedagógicos.
Respaldada em interpretações jurídicas precárias sem consulta prévia à Segunda Região, a mantenedora tratou de chamar incorporadoras imobiliárias para verificar as instalações imobiliárias das instituições metodistas do Sul.
Em silêncio,  a mantenedora estabelecida em são Paulo articulou vendas e ou “parcerias” capazes de impor a definitiva derrocada das instituições metodistas no Sul do país. A mantenedora deve explicações à Segunda Região especialmente no que se refere ao terreno do IPA e ao seguro do Colégio Centenário, sinistrado há quase dez anos.  
            Por fim, há que se ressaltar o despreparo da mantenedora para cuidar do pedagógico, especialmente no que se refere ao ensino fundamental e ao médio. As escolas metodistas, que outrora estiveram entre as melhores do Rio Grande do Sul, foram reduzidas a “escolas de segurança máxima” onde não se vivencia uma prática pedagógica democrática e wesleyana.
Para o Rio grande do Sul, o “Padrão Rede Metodista de Educação” resultou em práticas reinteradas de desmonte institucional. Tal desmonte se estende à tentativa de apagar a memória confessional construída em torno de escolas e institutos superiores enraizados em suas comunidades e na memória do Estado.
Acreditamos na revitalização das instituições metodistas do Sul através de um ”Pacto de Confiança”, em cujo nascedouro reside a atitude afirmativa de pessoas éticas e instituições viáveis. O bispo Luiz Vergílio juntamente com a COREAM-RS demonstram, agora, sua inconformidade com certas imposições da COGEAM.
Para tanto, manifestamos nosso apoio!
                 JUNTOS SOMOS MAIS

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Teologia no Plural - Conversas do trem: uma cristologia teopoética a partir do encontro entre a literatura de Murilo Mendes e a teologia de Jon Sobrino

Teologia no Plural - Conversas do trem: uma cristologia teopoética a partir do encontro entre a literatura de Murilo Mendes e a teologia de Jon Sobrino

O estudo faz uma correlação entre teologia e literatura baseada na visão cristológica de Jon Sobrino e dos escritos de Murilo Mendes e desenha uma cristologia, poetizada em ensaios que se mostrou como libertadora por propor o seguimento: a prática de Jesus, as suas escolhas e opções (Claudio de Oliveira Ribeiro e Daniel Santos Souza).

Oi, oi o trem, vem surgindo de trás das montanhas azuis, 
olha o trem. Oi, já é vem, fumegando, apitando, 
chamando os que sabem do trem. Oi, é o trem, 
não precisa passagem nem mesmo bagagem no trem...
(Trem das 7, Raul Seixas)


A revista científica Caminhando da Faculdade de Teologia / Universidade Metodista de São Paulo da Igreja Metodista é um espaço para o encontro e o diálogo entre Igreja, Universidade e Sociedade. A revista promove a conversa transdisciplinar das diversas áreas da teologia (Bíblia, Teologia e História, Pastoral) e das ciências humanas e sociais para oferecer aos/às discentes do curso de teologia exemplos para uma colaboração e um intercâmbio construtivo, auto-crítico e profético entre igrejas, universidades e a sociedade. Sobre o foco da fé cristã, ela busca promover a compreensão adequada de todos os aspectos e fenômenos da vida e expressões da humanidade, das suas diversas culturas, religiões e etnias, como parte de um só eco-sistema, em busca da sua sustentabilidade.


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Pode a COGEAM desligar uma instituição da Rede de Educação para que ela seja negociada?

Pode a COGEAM desligar uma instituição da Rede de Educação para que ela seja negociada?

(imagem retirada de: http://metodista.org.br/oficial)

Consulta de lei efetuada em 20 de julho de 2012 na qual a COGEAM inquire sobre a legalidade da transferência do Instituto Metodista Bennett da Rede Metodista de Ensino para a Primeira Região. Segue abaixo o texto completo da consulta de lei.

CONSULENTE: COORDENAÇÃO GERAL DE AÇÃO MISSIONÁRIA – COGEAM 

RELATOR: JOSÉ ERASMO ALVES DE MELO - REMA 

Da Consulta: 
A Consulente aprovou em sua reunião realizada em 16 de Julho de 2012 Consulta de Lei, na qual requer parecer da CGCJ quanto a legitimidade da Coordenação Geral de Ação Missionária para intermitir os artigos canônicos referidos (veja-se a ATA da sétima seção plenária do 19º CG) para que se faça o desligamento do Instituto Metodista Bennett da Rede Metodista de Ensino e tenha sua transferência oficializada para a Primeira Região Eclesiástica. 


EMENTA DE JULGAMENTO: 

A COGEAM NÃO TEM COMPETÊNCIA PARA INTERMITIR DISPOSITIVO CANÔNICO, CONFORME DISCIPLINA A ALÍNEA “d” do § 2º DO ART. 140 DAS CÂNONES 2012/2016. DECISÃO UNÂNIME. 

DO RELATÓRIO: 

a) Observados o Artigo 35 do RI/CGCJ Inciso 4º, os Artigos 140 e 149 do Cânone 2012, e atendidas às diligencias documentais de acordo com o solicitado pela Relatoria e determinado pelo Presidente, passo a relatar: Verificada a ATA da sétima seção plenária do 19º CG na parte que trata da Proposta substitutiva II/001 a fim de subsidiar e fundamentar o relatório e sustentar o parecer, aponto que a Proposta Aprovada versa sobre diversos aspectos envolvendo a gestão da RME, objetivando dar a à COGEAM agilidade na recuperação da Rede. 
 Vide ATA da sétima sessão plenária – 15 de julho de 2011 por si explicativa: 
“ ATA DA SÉTIMA SESSÃO PLENÁRIA DO DÉCIMO NONO CONCÍLIO GERAL DA IGREJA METODISTA REALIZADA NO DIA QUINZE DE JULHO DE DOIS MIL E ONZE, no Templo da Igreja Metodista da Asa Sul, sito à SGAS, Quadra 610, Bloco A, Módulo 68, L.2 Sul, Brasília, Distrito Federal. : 
PROPOSTA SUBSTITUTIVA II/001 REDE METODISTA DE EDUCAÇÃO (anexo 103) 
Após o trabalho dos grupos e apresentação da nova redação, a proposta é posta em votação, recebendo 137 votos a favor, 1 abstenção e 9 votos contrários. A proposta substitutiva é aprovada.” 

 b) A interpretação que abstraímos das bases (Cânone/ATA), para o presente relatório e parecer é a de que o posicionamento manifesto pelo CG ao aprovar a Proposta II/001 foi o de permitir à COGEAM maior agilidade no processo de gestão da RME em seu conjunto. 

c) Observe-se também que em nenhum dos artigos Canônicos citados na referida ATA há referencias ao ato de transferência de Instituição da área geral para as RE’s, que possa amparar a tomada de decisão pela Consulente, pelo que na interpretação deste Relator a suspensão da aplicação dos Artigos 163, 164, 178, 179 e do Parágrafo Único do Artigo 200 dos Cânones aprovados naquele Conclave, se destina a atender aos assuntos relacionados à gestão da Rede visando a sua recuperação, não explicitando a transferência. Assim sendo, aduzimos que a RME conforme Artigo 164 é composta pelas IME’s, logo a transferência de qualquer uma das unidades da Rede para uma RE não está contemplada na Legislação atual. Entendemos que o desligamento/transferência não assegura o saneamento de qualquer uma delas, enfraquece o vinculo institucional e poderá até mesmo demandar uma Legislação específica para sua Gestão. O ato de transferência, a nosso ver não expressa a vontade do 19º CG manifestada em sua decisão ao aprovar a Proposta dando à Consulente autonomia para equacionar a questão. A intermissão do dispositivo canônico neste caso facilitaria apenas a transferência da responsabilidade não a solução definitiva da questão envolvendo a IME. 

d) Reconhecemos a legitimidade da COGEAM como órgão atuador no interregno entre os CG’s, todavia considerando ainda o disposto no Artigo 140 que ali fixa suas competências e seus limites conforme se verifica no inciso 2º letra a, b, c e d. 

DO VOTO 

Pelo exposto e por tudo mais que decorre a decisão, meu voto é de que a intermissão da Legislação Canônica no concernente ao desligamento de Instituição de Ensino ligada a área Geral para a uma RE não está dentro dos poderes da COGEAM, sendo esta de competência exclusiva do CG por envolver matéria Legislativa, o que está vedado à Consulente pelo Artigo 140 do Cânone vigente. 

Jose Erasmo Alves de Melo 
Relator 

DEMAIS VOTOS: 

ANANIAS LÚCIO DA SILVA – 1ª REGIÃO 

Voto com o Relator. 

PAULA DO NASCIMENTO SILVA – 2ª REGIÃO 

Voto com o Relator. Entendo que a referida suspensão de artigos dos Cânones/2012 para obtenção da transferência almejada não possui alicerce legal e vai na contramão do entendimento expresso nas decisões tomadas no CG sobre a padronização na gestão das IMEs, visando sua recuperação e crescimento. 

GLADYS BARBOSA GAMA – 3ª REGIÃO 

Voto com o Relator. 

SÉRGIO PAULO MARTINS SILVA – 4ª REGIÃO 

Voto com o Relator. 

PAULO DA SILVA COSTA – 5ª REGIÃO 

Voto com o Relator. Por concordar que a transferência não está inclusa na decisão do CG por não 
visualizar no que a referida transferência ajudaria no saneamento da instituição. 

ENI DOMINGUES – 6ª REGIÃO 

A intermissão de qualquer dispositivo canônico é ato legislativo, de competência exclusiva do CG, não atribuído à COGEAM, conforme vedação expressa na alínea “d” do § 2º do Art. 140 dos Cânones 2012/2016. Correto, neste aspecto, o entendimento do Relator, cujo voto acompanho. 

 LUIS FERNANDO CARVALHO SOUSA MORAIS – REMNE 

Voto com o Relator. 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Rede Metodista de Educação desmorona - Cinco universidades metodistas são postas à venda

Rede Metodista de Educação desmorona - Cinco universidades metodistas são postas à venda.




A COGEAM - Coordenação Geral de Ação Missionária, reunida no último fim de semana na Sede Nacional, deliberou pela venda da carteira de alunos do IPA, da UNIMEP e do Izabella Hendrix, contrariando parecer contrário e unânime do Colégio Episcopal e do CONSAD. O CONSAD havia dado parecer favorável à venda em dezembro de 2013, mas reconsiderou sua posição recentemente. O edifício do Instituto Bennett está sendo negociado com o Mackenzie, conforme informações.

A COREAM da Segunda Região Eclesiástica (RS) entrou com ação na Comissão Geral de Constituição e Justiça para obtenção de liminar contra a decisão da COGEAM de vender a carteira de alunos do IPA.

Conforme reportagem publicada pelo site da revista Exame, cinco das oito universidades metodistas estão à venda: Universidade Metodista de Piracicaba, Faculdade de Birigui, o Centro Universitário Izabela Hendrix, em Belo Horizonte, o Centro Universitário de Porto Alegre e a Faculdade Metodista Santa Maria.

A crise das instituições de ensino da Igreja Metodista tem se arrastado a pelo menos uma década e desde então a Igreja tem sido incapaz de dar uma solução adequada ao caso.

A despeito dos inúmeros pedidos por transparência administrativa, não há resposta do Colégio Episcopal ou da Sede Nacional aos pedidos.


Metodista pode vender cinco de suas oito universidades

Segundo reportagem do Valor, operação pode ser fechada por R$ 250 milhões e já há interessados


Giz, apagador e lousa
Stock.Xchange
Igreja Metodista pode vender boa parte de suas universidades
São Paulo – A Igreja Metodista pode vender cinco de suas oito universidades, segundo reportagem do Valor Econômico, desta terça-feira. A operação pode ser fechada por 250 milhões de reais
As universidades que estão sendo negociadas, de acordo com o jornal, seriam: a Universidade Metodista de Piracicaba, Faculdade de Birigui, o Centro Universitário Izabela Hendrix, em Belo Horizonte, o Centro Universitário de Porto Alegre e a Faculdade Metodista Santa Maria.
As cinco faculdades somam cerca de 25.000 alunos e há pelo menos seis ou sete grupos interessados no negócio, disse o Valor. Entre eles, o Ser educacional, Cruzeiro do Sul, Laureate e Whitney. 
Se fechada, a operação será a primeira envolvendo universidades mantidas por uma igreja.


Nota de Esclarecimento emitida pelas Instituições Educacionais Metodistas http://metodistaconfessante.blogspot.com.br/2014/08/nota-de-esclarecimento-emitida-pelas.html


Nota de Esclarecimento emitida pelas Instituições Educacionais Metodistas

Nota de Esclarecimento emitida pelas Instituições Educacionais Metodistas


Educação Metodista
Com referência à matéria veiculada em 05 de agosto de 2014, no Jornal Valor Econômico, as instituições educacionais metodistas vêm a público esclarecer:
1. As instituições educacionais metodistas que atuam com a Educação Superior já receberam e recebem muitas propostas para aquisições. Trata-se de um movimento esperado, levando-se em consideração a qualidade e a tradição metodista na Educação, bem como a dinâmica do segmento que está à busca de expansão a partir de escolas mais renomadas.
2. A mantenedora da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) não possui o passivo tributário nos termos noticiados pela matéria jornalística. Há regularidade fiscal e os parcelamentos firmados pela Instituição com o Governo Federal são pagos rigorosamente em dia. No mais, está em vigor a Certidão Negativa de Débitos Relativos a Tributos Federais e à Dívida Ativa da União, pois a instituição é cumpridora de todos os requisitos legais, inclusive com a concessão de bolsas de estudos a pessoas carentes, conforme critérios previstos em lei. Não existe discussão sobre esse tema em trâmite no Supremo Tribunal Federal, conforme foi erroneamente veiculado.
3. A Universidade Metodista de Piracicaba – Unimep está entre as instituições de ensino superior mais conceituadas do País, de acordo com o Ministério da Educação (MEC) e outras importantes avaliações do segmento da educação. A Unimep é a segunda melhor instituição não-pública do interior do Estado de São Paulo, segundo Ranking Universitário da Folha (RUF) na categoria Ensino. E, na classificação nacional deste ranking, é a 10ª colocada, em um universo de 92 universidades privadas. Já na classificação do Guia do Estudante, da Editora Abril, das 24 graduações avaliadas, 20 são estreladas, ou seja, 84% estão entre as melhores do Brasil.
4. As instituições educacionais metodistas têm uma tradição que remonta há mais de 140 anos de presença no Brasil. É uma trajetória marcada pela qualidade e a dedicação pela transformação da sociedade a partir dos princípios éticos cristãos. Reafirmamos o nosso compromisso em continuar a atuar na educação, pautados pela defesa do bem comum, justiça, paz e solidariedade.
São Paulo (SP), 05 de agosto de 2014. Instituto Educacional Piracicabano da Igreja Metodista Instituto Metodista Centenário Instituto Metodista de Educação Instituto Metodista Izabela Hendrix Instituto Porto Alegre da Igreja Metodista
Comentário: A nota assinada pela COGEIME corrige informações acerca do passivo fiscal da UNIMEP. Todavia não desmente a informação de que as cinco universidades citadas pela reportagem estejam em processo de venda de carteira de alunos.

Mais sobre o assunto:
Rede Metodista de Educação desmorona - Cinco universidades metodistas são postas à venda.  http://metodistaconfessante.blogspot.com.br/2014/08/rede-metodista-de-educacao-desmorona.html

“Demolição não combina com educação”: Carta aberta à COREAM- RS e demais interessados http://metodistaconfessante.blogspot.com.br/2014/07/demolicao-nao-combina-com-educacao.html

Carta aberta do movimento Pró-Tombamento em relação à crise do Instituto Porto Alegrense e do Colégio Americano http://metodistaconfessante.blogspot.com.br/2014/06/carta-aberta-do-movimento-pro.html

Vereadores ouvem comunidade e professores sobre tombamento do IPA e do Americano http://metodistaconfessante.blogspot.com.br/2014/05/vereadores-ouvem-comunidade-e.html

Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul esclarece penhora do prédio do Colégio Americano e reafirma falta de diálogo e transparência:
Imóvel do Colégio Americano (Porto Alegre) é Colocado em Leilão por Dívidas Trabalhistas:


Bispo Luiz Vergilio fala sobre a realidade das instituições de ensino da Igreja Metodista:
 http://metodista.org.br/bispo-luiz-vergilio-fala-sobre-a-realidade-da-instituicoes-de-ensino-da-igreja-metodista

quarta-feira, 30 de julho de 2014

“Demolição não combina com educação”: Carta aberta à COREAM- RS e demais interessados

“Demolição não combina com educação”: Carta aberta à COREAM- RS e demais interessados


Nós do movimento pró-Tombamento do IPA e do Colégio Americano, Juntos Somos Mais, vimos a público para alguns esclarecimentos sobre acontecimentos ocorridos na última semana, que envolvem nossos esforços pela preservação patrimonial destas instituições e a continuidade das mesmas.

Desde que iniciamos a caminhada do pró-Tombamento do IPA e do Colégio Americano, desde aproximadamente há sessenta dias, manifestamos que para nós o Tombamento é, antes de tudo, ato de reconhecimento simbólico do legado material e imaterial construído por gerações de educadores. Seus pais fundadores eram homens e mulheres abnegados pela causa da educação crítica e integral da pessoa, em prol da justiça e bem comum. “Hoje fazemos uma escolha clara pela vida, em oposição à morte e a todas as forças que a produzem” –Diretrizes para Educação da Igreja Metodista.

Entramos nessa luta acreditando no que nos ensinaram: “Educar é ensinar a viver”, “Liberdade com responsabilidade” e tantos outros valores que foram impressos em nosso caráter e em nossa formação cidadã. Por tal razão, não nos sentimos constrangidos de lutar por instituições educacionais centenárias.

Tendo o Tombamento e  a continuidade das instituições como foco, nos dedicamos a entender as causas que levaram instituições estáveis para um quadro de instabilidade financeira e jurídica a ponto de levar a leilão uma instituição consagrada como o Colégio Americano. Por sua vez, INDAGAMOS SOBRE O PAPEL DA MANTENEDORA ESTABELECIDA EM SÃO PAULO NESTE CONTEXTO DE CENTRALIZAÇÃO.

O movimento pró-Tombamento nasceu de maneira relativamente espontânea nas redes sociais e é nossa bandeira comum o Tombamento com a continuidade educacional e a abertura para o diálogo comunitário. Trabalhamos com a diversidade de talentos e a disponibilidade voluntária dos simpatizantes pela causa educacional e cultural.

Portanto, não partilhamos da política do pensamento único e divergimos não de pessoas, mas de ideias sobre o equacionamento da crise do IPA. DIVERGIMOS ESPECIALMENTE DA ARTICULAÇÃO DA MANTENEDORA SEDIADA EM SÃO PAULO, QUE QUER IMPOR UMA CHAMADA “PARCERIA” ENTRE O IPA E UMA INCORPORADORA IMOBILIÁRIA NACIONAL. Pelo que se sabe por notícias tal parceria ocuparia 65% do terreno do IPA com torres e estacionamentos, segundo o modelo já conhecido de concreto armado e elitização da cidade.

A MANTENEDORA, ESQUECENDO-SE DA SUA FUNÇÃO PRINCIPAL, NÃO AVALIOU EFETIVAMENTE AS CONSEQUÊNCIAS DE TAL PROJETO. Em primeiro lugar, esse negócio não se trata propriamente de uma venda, pois o terreno já consta como bem em hipoteca. E fala-se em “parceria” e que tal “parceria” resultaria num aporte de R$ 40 milhões para o IPA, valor supostamente necessário para minimizar os impactos trabalhistas e/ou diminuir juros das dívidas bancárias da instituição.

VALE PERGUNTAR QUE GARANTIAS A MANTENEDORA DARIA AO IPA DE QUE TAL DINHEIRO SERIA EFETIVAMENTE COLOCADO PARA EQUACIONAR SUAS DÍVIDAS. Pelo histórico da mantenedora, tudo o que ela fez até o presente momento foi enxugar a folha de pagamentos e não dar a devida atenção ao departamento jurídico – do qual nasce grande parte da instabilidade do IPA e  do Colégio Americano, assim como das demais instituições como o União em Uruguaiana, o Colégio Centenário em Santa Maria e do Instituto Educacional de Passo Fundo, que está em território da Segunda Região mas não faz parte da Rede Sul há um bom tempo.

Por outro lado, mesmo se o IPA vendesse parte de seu terreno, esses R$ 40 milhões representariam apenas uma fração de terreno do IPA e não 60% ou mais, tal como é falado. MAS O QUE É PREOCUPANTE NESSE MEGAPROJETO É O IMPACTO NA CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO, POIS A DEMOLIÇÃO DA PISCINA E DO GINÁSIO DE ESPORTES VAI ATINGIR PRATICAMENTE TODOS OS CURSOS DA ÁREA DA SAÚDE DO IPA.

A área da piscina é um  complexo pedagógico que engloba os laboratórios de Anatomia, Fisiologia, Biomolecular, Química, Bioquímica Clínica, Hemato-Uroanálise, Zoologia, Botânica, salas de apoio, estúdio de fotografia, sala de fisioterapia, sala de apoio para a Bioquímica Clínica e Química. Nesse complexo funcionam ainda a Universidade do Adulto Maior, a Academia de Dança e Ginástica, espaços para as coordenadorias e a própria piscina. É DE SE SUSPEITAR, ANTE O EXPOSTO, QUE NÃO HAJA CONTRAPARTIDA À ALTURA NEM PLANEJAMENTO QUE DÊ CONTA DE TÃO COMPLEXAS E EXIGENTES NECESSIDADES ACADÊMICAS.

Na prática, o megaprojeto imobiliário pode levar o Centro Universitário IPA ao desaparecimento, pois serão criados problemas de acesso aos alunos além de problemas com implicações nas avaliações do MEC no que diz respeito aos laboratórios disponibilizados aos alunos, entre outras questões que envolvem poeira e barulho de obras que podem durar mais de dois anos.

Entre tantas razões, esta é uma das que nos leva a divergir de determinados membros do movimento pró-Tombamento, os quais assumiram a bandeira da “parceria” entre a mantenedora e a incorporadora. OPTAMOS POR MANTER UM DISTANCIAMENTO CRÍTICO DA MANTENEDORA PORQUE TEMOS AFIRMADO QUE:

1. NÃO HÁ TRANSPARÊNCIA NO REFERIDO MEGAPROJETO.
2. Ele é desproporcional. A MANTENEDORA EXAGERA NA PALAVRA “CRISE” PARA IMPOR UM MEGAPROJETO QUE PELA FALTA DE CLAREZA FAZ SUSPEITAR DAS CONTRAPARTIDAS DA INCORPORADORA, principalmente em relação ao complexo educacional da piscina e ao ginásio de esportes. A bem da verdade, estes desaparecerão pela ação das britadeiras.
3. Num mercado educacional tão competitivo os transtornos de um megaprojeto deste porte, feito sem diálogo e planejamento, vão incidir diretamente na perda de alunos. NO MAIS, O QUE É DITO COMO UM “BOM NEGÓCIO” VAI RESULTAR NA PERDA DE RECEITAS OU MESMO NO FECHAMENTO DE VÁRIOS CURSOS SUPERIORES DO IPA.

Frente aos fatos, POSICIONAMO-NOS CONTRA A TENDÊNCIA DO PENSAMENTO ÚNICO que tenta veicular a ideia de que o IPA só teria uma alternativa: ou a instituição vende seu patrimônio líquido (cursos superiores) ou aceita o pacote pronto da “parceria” entre a mantenedora com a incorporadora.

Sabedores de que um representante da mantenedora viria de São Paulo para pressionar os representantes da Igreja Metodista com sede no Rio Grande do Sul, para conjuntamente avalizar o pacote matenedora-incorporadora, PROTOCOLAMOS NO DIA 6 DE JUNHO, NA SEDE REGIONAL DA IGREJA METODISTA GAÚCHA, UM PEDIDO DE AGENDAMENTO. Intencionávamos  apresentar uma agenda propositiva para o possível equacionamento da crise para evitar o possível desmonte do Centro Universitário IPA. É NOSSO OBJETIVO LEVAR EM CONSIDERAÇÃO A INTEGRIDADE PATRIMONIAL E A CONTINUIDADE DO PROJETO EDUCACIONAL METODISTA. Infelizmente não obtivemos uma resposta oficial que fraqueasse nosso acesso a tais representantes.

            Continuamos na luta e pela mobilização em favor do IPA e Colégio Americano, também não esquecendo agora as demais instituições localizadas na Região Sul. Queremos afirmar isto: “DEMOLIÇÃO NÃO COMBINA COM EDUCAÇÃO”.