segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Carta de solicitação de informações aos pastores da IMCJF, ao SD e ao bispo

Após recebermos informações de membros da Igreja Metodista Central de Juiz de Fora a respeito de práticas que contrariam o ethos e a praxis metodistas, nós Confessantes, dentro da mais legítima e respeitosa prática democrática de se ouvir todos os lados antes de chegar a qualquer conclusão, pedimos aos pastores da IMCJF e ao Superintendente Distrital (coincidentemente, um dos pastores da igreja) que eles nos informassem do que está acontecendo para que não houvesse margem para boatos, rumores ou conversas que não acrescentem e não edifiquem o corpo de Cristo.

A Igreja Metodista, como parte do Corpo de Cristo que desde os primórdios adotara o conciliarismo e a democracia como princípios de governo, além de ser uma igreja conexional, tem o direito de saber o que acontece em uma de suas igrejas mais representativas e importantes.

A carta solicitando informações foi enviada ao pastor titular, rev.Osman de Oliveira Ferraz e ao pastor coadjutor e Superintendente Distrita, rev.Luis Carlos Costa Rampinelli no dia 25/09/09. Como o e-mail do reverendo Rampinelli havia devolvido a mensagem, a mesma foi reenviada para o endereço eletrônico da Igreja Metodista Central em Juiz de Fora em 30/09/09. Passadas várias semanas sem que tivéssemos recebido a gentileza da resposta, reenviamos a mensagem em 05/11/09. Após os clamores terem sido ignorados de maneira pouco democrática e consequentemente pouco metodista, reenviamos a mensagem mais uma vez no dia 23/11/09, desta vez com cópia para o bispo presidente da 4ª Região, revmo.Roberto Alves de Souza.

O pastor local, o superintendente distrital e o bispo, autoridades investidas pelo poder de Deus que emana do povo, de maneira estranhamente anti-democrática preferem ignorar o que um grupo de crentes em Cristo Jesus, irmãos e membros da mesma igreja perguntam. A prática da sonegação de informações é recorrente na 4ª Região, pois nos ultimos cinco anos os relatórios de atividades da COREAM também deixaram de ser, inexplicavelmente, divulgados ao povo metodista através dos veículos oficiais da região, site e jornal.

Segue abaixo cópia da carta enviada aos pastores e bispo que até agora estão sem resposta oficial.

Carta de solicitação de informações - Igreja Metodista Central em Juiz de Fora

Rev. Luiz Carlos Costa Rampinelli e Rev. Osman de Oliveira Ferraz.

Prezados Pastores:

Integramos um grupo de crentes em Cristo Jesus , que se identifica como Movimento Metodista Confessante, que visa a preservação da identidade metodista, composto de clérigos e leigos militantes do metodismo nas suas diversas regiões eclesiásticas, inclusive de membros da cara “família centralina” que tiveram, e outros que ainda têm, o privilégio de integrar o rol dessa respeitável comunidade, de grande importância na história do metodismo em solo brasileiro, cujo templo, desde à sua construção, tem sido instrumento de copiosas bênçãos de Deus para a vida de milhares de pessoas, e de grande importância também pela sua riqueza arquitetônica, sendo, inclusive, alvo de tombamento pelo competente órgão público local, como garantia de sua conservação.

Nessa qualidade, à medida que crescemos em nossa caminhada, cada vez mais nos convencemos da necessidade de conhecermos a realidade das noticias que nos chegam. Seja para evitarmos a formulação de juízos precipitados e enganos, que ofendem e dividem a família metodista, seja para orarmos e agirmos em beneficio das comunidades metodistas, que devem formar, como de sua história, “uma linha de esplendor sem fim”.

Com essa identificação e propósitos, vamos ao fato pelo qual o procuramos.

Soubemos que a Igreja Metodista Central de Juiz de Fora pretende retirar os tapetes do templo, para que sejam afastadas maldições nas tábuas por eles forradas, untando-as com óleos, bem como eliminar da respectiva fachada possíveis símbolos de maldição.

A notícia trouxe profunda preocupação aos metodistas que integram o referido grupo e assim, vimos por bem recorrermos ao senhor, como autoridade maior da Igreja Metodista na cidade de Juiz de Fora, para que nos informe se procedem ou não tais notícias. Sendo, de fato verdadeiras, solicitamos também nos informar quais as razões embasadoras desse procedimento e, ainda, se houve manifestação desse intento ao órgão público responsável pelo mencionado tombamento, no que diz respeito à fachada do templo.

Convictos do pronto atendimento ao nosso pedido agradecemos-lhe, desde já, a acolhida e firmamo-nos.

Atenciosamente,

Em Cristo Jesus

Fabio Martelozzo Mendes
coordenador

C/C bispo Roberto Alves de Souza
 

3 comentários:

Altair disse...

Sou Metodista de berço, tradicional (não confundir tradicional com tradicionalismo), mas também atual, mas sempre estar no nivel, sem ser radical e avançado, como escrevi "no nivel" mas preservar a memoria metodista e sua teologia, sou contra tais práticas anti bíblicas que vem ocorrendo dentro de nossas igrejas, modernizar sim, mas sem estrapolar e sempre mantendo as nossas raizes de um povo movido pelo Espirito Santo, precisamos alertar o povo Metodistas de tais práticas do tipo "sal consagrado", maldições hereditárias", etc, e outras práticas que não são bíblicas.
E preciso ficarmos alertas com movimentos sinistros de tais grupos de fieis que estão trazendo dentro da comunidade Metodista tais práticas que so empobrecem a espiritualidade e a teologia bíblica . . .

Teólogo disse...

o problema está no neopentecostalismo, parece que virou moda e, igrejas como a metodista, para não perder membros, acabam adotando tais práticas. realmente é lamentável que a memória da igreja metodista seja esquecida. devia ter nas escolas dominicais das igrejas metodistas a disciplina: METODISMO.
assim resgataríamos nossa raiz wesleyana.

Francisco Thiago disse...

E até agora nenhuma resposta?